
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), sinalizou mudança no próprio posicionamento político e reacendeu discussões sobre a sucessão estadual de 2026. A declaração foi dada durante uma solenidade na Assembleia Legislativa e, segundo informações do Diário do RN, repercutiu entre governistas e oposicionistas por sugerir um afastamento simultâneo da esquerda e da direita no Estado.
Durante o discurso, Walter afirmou: “Próximo ano é um ano movimentado, eleição geral, a democracia está aí, graças a Deus. Como diz Churchill, a democracia é o pior dos regimes, com exceção dos outros. Então, a população vai julgar, vai votar, vai decidir. Se eu pudesse escolher, hoje, Ezequiel, eu ficava sabe aonde? No centro. Nem esquerda, nem direita. A gente é centro”. A frase incluiu o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, no mesmo enquadramento ideológico.
A fala foi interpretada como um movimento de distanciamento do grupo liderado pelo PT, ao qual Walter pertence como vice-governador. A gestão da governadora Fátima Bezerra trabalha com o nome do secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), como pré-candidato à sucessão. Ao se colocar fora desse eixo, Walter enfraquece a narrativa de unidade interna e indica que não está automaticamente incluído na construção política dos aliados.
Walter também afirmou não pretender integrar o bloco da direita, onde já se consolidam nomes como o senador Rogério Marinho (PL), pré-candidato ao Governo, além de Álvaro Dias (Republicanos) e Styvenson Valentim (PSDB), ambos cotados para o Senado.













