
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou, nesta segunda-feira (3), que a sobrecarga registrada nos corredores do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, durante o último fim de semana, foi provocada por uma combinação de fatores estruturais e assistenciais. Segundo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, a situação é considerada pontual e difere da rotina recente da unidade, que vinha mantendo maior controle sobre a ocupação dos leitos.
De acordo com o gestor, três fatores principais contribuíram para o aumento da demanda no hospital: as obras em uma área do pronto-socorro, a reforma da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o elevado número de pacientes clínicos internados por longos períodos.
“Esse final de semana, os corredores do Walfredo Gurgel voltaram a ficar sobrecarregados. Habitualmente, isso não tem acontecido. Eventualmente fica cheio, eventualmente fica vazio, graças à barreira ortopédica e ao fluxo que nós criamos no giro de leitos. Entretanto, tem três fatores que determinaram essa situação.”
O secretário explicou que uma das intervenções em andamento ocorre no pronto-socorro, onde está sendo preparada uma área para receber pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC).
“Primeiro, está havendo uma reforma numa área do pronto-socorro, onde nós vamos absorver os pacientes do AVC.”
Outro ponto citado foi a reforma da UTI que havia sido interditada em decorrência das chuvas. Segundo Motta, a conclusão da obra está prevista para esta semana, mas, enquanto isso, pacientes graves permanecem no pronto-socorro, reduzindo a capacidade de atendimento.
“Segunda coisa, a reforma da UTI, por concluir essa semana a essa UTI, que foi interditada por causa das chuvas, criou um gargalo maior desses pacientes graves que passaram a ficar no pronto-socorro.”
Pacientes de longa permanência
Alexandre Motta também destacou que o hospital mantém um número elevado de pacientes clínicos internados por longos períodos, o que compromete a disponibilidade de leitos para casos de urgência e emergência.
“Uma terceira causa é que nós temos um número ainda muito grande no Walfredo Gurgel de pacientes de longa permanência, pacientes que são clínicos. Só nas enfermarias são 40 pacientes internados a mais de 15 dias. Esses pacientes não eram para estar no HMWG [Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel]. O Walfredo é um hospital de trauma, um hospital de urgência e emergência. E era esse tipo de paciente que deveria estar sendo priorizado.”
Segundo o secretário, a Sesap mantém uma equipe dedicada à regulação de leitos para transferir esses pacientes para outras unidades da rede estadual de saúde.
“Basicamente a gente tem uma construção, tem uma equipe hoje no Walfredo trabalhando na regulação, criando o papel de esvaziar, de fazer com que esses pacientes sejam direcionados para outros serviços.”
Ainda conforme o gestor, parte dos pacientes que ocupavam os corredores já foi remanejada.
“Eram 26 pacientes de corredores, 14 deles já foram encaminhados para outros serviços, de forma a aliviar a tensão que nós estamos vivendo.”, garante Motta.
O secretário afirma ainda que “todo dia tem problema, todo dia a Sesap resolve”.
Confira o vídeo
Ver essa foto no Instagram













