
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou, nesta sexta-feira (3), o alerta sobre os riscos da automedicação e orientou a população a utilizar medicamentos somente com orientação de um profissional de saúde. Segundo a agência, nenhum medicamento está livre de riscos, inclusive aqueles vendidos sem necessidade de receita médica.
De acordo com a Anvisa, o uso de medicamentos sem acompanhamento adequado pode provocar reações alérgicas, intoxicações, interações medicamentosas e outros efeitos adversos capazes de comprometer a saúde do paciente.
Outro ponto destacado pela agência é que a automedicação pode mascarar sintomas importantes de doenças, dificultando ou retardando o diagnóstico e o início do tratamento adequado. Ao aliviar manifestações como dor e febre sem investigação da causa, a pessoa pode adiar a procura por atendimento médico, permitindo a evolução da doença.
A Anvisa também chama a atenção para os possíveis danos causados pelo uso inadequado de medicamentos ao fígado e aos rins, órgãos responsáveis pelo metabolismo e eliminação de diversas substâncias no organismo. O uso em doses incorretas ou a combinação inadequada de medicamentos pode comprometer o funcionamento desses órgãos e favorecer o desenvolvimento de complicações.
Outro risco apontado pela agência envolve as interações medicamentosas. A utilização simultânea de diferentes medicamentos sem orientação profissional pode alterar o efeito esperado dos tratamentos, reduzindo sua eficácia ou aumentando a possibilidade de efeitos colaterais.
Entre os principais riscos da automedicação, a Anvisa destaca:
- reações alérgicas;
- intoxicações;
- interações medicamentosas;
- ocultação de sintomas importantes;
- atraso no diagnóstico e no tratamento de doenças;
- danos ao fígado e aos rins;
- redução da eficácia dos tratamentos;
- aumento da ocorrência de efeitos adversos.
Diante desse cenário, a Anvisa reforça que o uso responsável de medicamentos deve incluir a orientação de um médico ou farmacêutico, mesmo quando se tratar de produtos de venda livre. A recomendação é evitar a automedicação e procurar atendimento de saúde caso os sintomas persistam, se agravem ou surjam dúvidas sobre o tratamento mais adequado.











