
A Associação de Proteção e Conservação Ambiental Cabo de São Roque (APC) completa, neste mês, 10 anos de atuação no litoral do Rio Grande do Norte, com resultados voltados à preservação ambiental e ao desenvolvimento comunitário. Ao longo da década, a instituição monitorou mais de 2 mil ninhos de tartarugas marinhas, contribuindo para a proteção de cerca de 140 mil filhotes.
Criada em 2016 por estudantes que iniciaram o monitoramento de tartarugas na região do Cabo de São Roque, a entidade registrou 84 ninhos no primeiro ano. Atualmente, o número chega a cerca de 500 ninhos protegidos por temporada.
O trabalho é realizado em aproximadamente 60 quilômetros de litoral, abrangendo 15 praias nos municípios de Maxaranguape, Ceará-Mirim, Parnamirim e Nísia Floresta. O principal projeto da associação, o Tartarugas ao Mar, reúne ações de pesquisa científica, educação ambiental e conservação, com monitoramento realizado em períodos diurnos e noturnos.
Além da preservação marinha, a APC ampliou suas atividades com iniciativas voltadas às comunidades locais. Entre elas, está o Vetmóvel, criado em 2021, que realiza castração de cães e gatos com foco no controle de zoonoses e na redução do abandono. O projeto já contabiliza milhares de atendimentos em seis municípios.
Na área educacional, a instituição desenvolve o programa Multiplicadores Ambientais, que promove palestras, capacitações e ações práticas sobre sustentabilidade. Desde sua criação, a iniciativa já realizou mais de 160 atividades, envolvendo estudantes, profissionais do turismo e moradores de áreas costeiras.
Outro projeto é o Eco-Conexões, voltado à integração entre conservação ambiental e turismo de base comunitária em Maxaranguape, com foco na valorização cultural e na geração de renda para pescadores artesanais.
A atuação da APC também envolve parcerias com comunidades locais, especialmente pescadores, que participam das ações de monitoramento e preservação. Segundo a instituição, o diálogo com a população contribuiu para mudanças de práticas e fortalecimento da proteção dos ecossistemas costeiros.
“A APC nasce da união entre ciência e comunidade. Ao longo desses 10 anos, a gente entendeu que conservar o meio ambiente também é olhar para as pessoas, ouvir o território e construir soluções juntos. Os números mostram o impacto, mas o mais importante é a rede de confiança que foi criada com as comunidades”, afirmou o presidente da entidade, Lucas Silva.













