
A missão Artemis II entra em sua fase decisiva nesta sexta-feira (10), com a reentrada da cápsula Orion na atmosfera terrestre. O procedimento é apontado como o mais delicado de toda a viagem, devido às condições extremas enfrentadas pela espaçonave durante a descida.
Ao atravessar as camadas da atmosfera, a cápsula é submetida a temperaturas elevadas provocadas pelo atrito. O escudo térmico instalado na parte inferior da Orion é o principal responsável por proteger a estrutura e a tripulação contra o calor intenso.
Antes da reentrada, os astronautas seguem um cronograma de preparação ao longo do dia. Às 14h50, tem início a configuração da cabine. Em seguida, às 15h53, é realizada uma correção de trajetória para ajustar o caminho de retorno à Terra.
A cobertura ao vivo do retorno será iniciada pela Nasa a partir das 19h30. Às 20h33, está prevista a separação entre o módulo de tripulação e o módulo de serviço, etapa necessária para a descida. Às 20h37, a cápsula começa a enfrentar o aquecimento da reentrada. Já a chamada “interface de entrada”, quando a nave alcança as camadas mais densas da atmosfera, está programada para 20h53.
O pouso na água deve ocorrer às 21h07, no Oceano Pacífico. Equipes de resgate da Nasa e do Departamento de Defesa dos Estados Unidos estarão posicionadas para recuperar os astronautas. Após a conclusão da operação, uma coletiva de imprensa está prevista para 23h30 no Centro Espacial Johnson, em Houston.
A tripulação da Artemis II é formada por:
- Reid Wiseman
- Victor Glover
- Christina Koch
- Jeremy Hansen
Escudo térmico é ponto de atenção
A principal preocupação durante o retorno está relacionada ao desempenho do escudo térmico. O componente tem a função de suportar temperaturas extremas e garantir a integridade da cápsula.
Um modelo semelhante foi utilizado na missão Artemis I, que apresentou danos após o retorno em 2022. Na ocasião, a Nasa iniciou uma investigação para apurar o problema.
“Este é um escudo térmico defeituoso. Não há dúvida: este não é o escudo térmico que a Nasa gostaria de fornecer aos seus astronautas”, afirmou o ex-astronauta Danny Olivas, integrante da equipe de revisão independente.
Na missão anterior, a cápsula Orion retornou com o escudo térmico apresentando buracos e rachaduras. Para a Artemis II, o desempenho do equipamento é considerado essencial, já que a espaçonave atinge velocidades superiores a 30 vezes a do som durante a reentrada.
O processo gera compressão intensa das moléculas de ar, elevando a temperatura externa da cápsula a mais de 2.760 graus Celsius.













