
A atividade da indústria da construção no Rio Grande do Norte apresentou estabilidade em junho de 2025, após dez meses consecutivos de retração. O indicador do nível de atividade subiu de 43,0 para 50,0 pontos, exatamente na linha que indica estabilidade, de acordo com a Sondagem Indústria da Construção, elaborada pela FIERN em parceria com a CNI e a CBIC. Apesar de não indicar crescimento, o resultado interrompe o ciclo de desaceleração iniciado em agosto de 2024.
Com o desempenho de junho, o setor superou sua média histórica, iniciada em 2010, que é de 43,6 pontos. Em relação a junho de 2024, o indicador de atividade manteve o mesmo nível.
O número de empregados cresceu pela segunda vez consecutiva, subindo de 52,3 para 54,7 pontos. A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) também teve leve aumento, passando de 44% para 46%.
No entanto, os empresários continuam enfrentando desafios. Segundo o levantamento, houve aumento na insatisfação quanto à margem de lucro operacional e à situação financeira das empresas, além de dificuldades para acesso ao crédito e percepção de preços elevados de insumos e matérias-primas, mesmo com uma redução na intensidade do aumento dos preços em relação ao trimestre anterior.
As principais dificuldades relatadas pelas empresas no segundo trimestre de 2025 foram:
- Taxas de juros elevadas;
- Demanda interna insuficiente;
- Falta de capital de giro.
Para os próximos seis meses, os empresários do setor demonstram expectativa de crescimento em três frentes:
- Nível de atividade: 54,5 pontos;
- Compras de insumos e matérias-primas: 52,3 pontos;
- Número de empregados: 52,3 pontos.
Por outro lado, há previsão de queda nos novos empreendimentos e serviços, cujo indicador ficou em 47,7 pontos. Já a intenção de investimento recuou de 27,8 para 27,6 pontos, ficando abaixo da média histórica do indicador, atualmente em 32,7 pontos.
Em comparação com os dados nacionais divulgados pela CNI em 28 de julho, o cenário potiguar apresentou diferença em alguns aspectos. Enquanto no Brasil houve queda no nível de atividade (48,8 pontos), no número de empregados (48,3 pontos) e na UCO (de 67% para 66%), o Rio Grande do Norte apontou estabilidade ou avanço nessas áreas. No entanto, as avaliações sobre as condições financeiras foram semelhantes.
No âmbito nacional, os três principais entraves enfrentados pelo setor foram:
- Taxas de juros elevadas;
- Carga tributária alta;
- Falta ou alto custo de trabalhador qualificado.
A única divergência nas expectativas entre os empresários potiguares e os brasileiros diz respeito à perspectiva de novos empreendimentos e serviços. Enquanto no RN prevalece a previsão de retração, no cenário nacional os empresários demonstram otimismo, com indicador de 50,5 pontos.













