
O total de consumidores brasileiros que desistiram de comprar em sites internacionais devido ao Imposto de Importação passou de 13% em maio de 2024 para 38% em outubro de 2025, segundo a pesquisa Retratos do Brasil, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus e divulgada nesta segunda-feira (27).
O levantamento aponta que a desistência foi maior entre:
- Pessoas com ensino superior (51%);
- Indivíduos entre 16 e 40 anos (46%);
- Quem recebe mais de cinco salários mínimos (45%);
- Moradores do Nordeste (42%).
A pesquisa também indicou que o aumento do imposto incentivou consumidores a procurar alternativas nacionais:
- 32% buscaram produtos similares com entrega nacional, ante 22% em 2024;
- 14% procuraram itens em lojas físicas (13% em 2024);
- 11% recorreram a outros sites internacionais (6% em 2024);
- A desistência definitiva caiu de 58% para 42%.
Além do Imposto de Importação, o ICMS também afetou a decisão de compra, com o total de desistências passando de 32% para 36%. Entre esses consumidores:
- 34% buscaram produtos similares nacionais (26% em 2024);
- 14% em lojas físicas (17% em 2024);
- 9% em outros sites internacionais (5% em 2024);
- Desistência definitiva caiu de 51% para 41%.
Outros fatores que influenciam a desistência incluem frete internacional elevado (45%) e prazo de entrega longo (32%), especialmente entre pessoas com ensino superior (43%), entre 25 e 40 anos (40%) e que ganham mais de cinco salários mínimos (39%).
Quanto à finalidade das importações, a maioria dos consumidores (75%) afirmou que os produtos eram para uso pessoal, número que sobe para 90% entre idosos acima de 60 anos e 84% entre moradores do Norte e Centro-Oeste. Apenas 10% compraram para uso no trabalho e 2% para revenda.
A pesquisa entrevistou 2.008 pessoas em todo o país entre 10 e 15 de outubro de 2025, com margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.












