
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (17) que a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais terá um impacto de R$ 27 bilhões anuais nos cofres públicos. Essa estimativa é inferior aos R$ 32 bilhões projetados no final de 2022.
Haddad explicou que a revisão nos números ocorreu devido à inclusão do aumento do salário mínimo, que deve ser aprovado no Orçamento de 2025, previsto para votação em abril. “Foi um recálculo, porque este ano haverá uma pequena correção depois do Orçamento”, afirmou o ministro, ressaltando que a nova previsão leva em consideração a correção do salário mínimo.
O encontro de Haddad com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta manhã teve como objetivo discutir os últimos detalhes do projeto de lei ou da medida provisória que visa a reforma do Imposto de Renda. Amanhã, Lula se reunirá com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, para explicar o texto da proposta. Existe a expectativa de que o projeto seja divulgado ainda nesta terça-feira, embora possa ser adiado para quarta-feira (19) devido a compromissos do presidente em Sorocaba (SP).
O novo texto traz algumas alterações em comparação à proposta inicial divulgada em novembro do ano passado. Uma das principais mudanças é a manutenção das deduções do Imposto de Renda, enquanto a isenção para pessoas com doenças graves que ganham mais de R$ 20 mil por mês foi retirada da proposta. Além disso, o projeto final também incluirá o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), embora detalhes sobre a tributação das empresas ainda não tenham sido revelados.
Atualmente, a faixa de isenção do IRPF está fixada em R$ 2.824, quantia equivalente a menos de dois salários mínimos. Com a implementação da nova faixa de isenção, aproximadamente 32% dos trabalhadores deixarão de pagar o imposto.
*Com informações de Agência Brasil













