
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não deve permanecer em silêncio durante o interrogatório marcado para esta segunda-feira (9), no inquérito que apura um suposto plano de golpe de Estado. A informação foi confirmada por seu advogado, Celso Vilardi, em entrevista à CNN.
Segundo a defesa, Bolsonaro está preparado para prestar esclarecimentos à Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que inicia a audiência às 14h. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes.
“O presidente está disposto a falar”, afirmou Vilardi. O advogado também informou que Bolsonaro participou, no último fim de semana, de reuniões com aliados e advogados em São Paulo para alinhar os pontos que serão abordados durante a oitiva.
Ainda de acordo com declarações anteriores do ex-presidente, a intenção é apresentar sua versão dos fatos, sem adotar um tom confrontador. “Não vou lacrar, vou me defender”, disse Bolsonaro, ao se referir à acusação de que teria participado da articulação de um plano golpista em 2022.
A sessão prevê que os réus sejam questionados por:
- Alexandre de Moraes, relator da ação no STF;
- Paulo Gonet, procurador-geral da República;
- Advogados de defesa dos próprios réus.
O direito de permanecer em silêncio durante o interrogatório está previsto na Constituição Federal, e pode ser exercido por qualquer réu. No entanto, a defesa de Bolsonaro optou por se manifestar formalmente no processo.













