
O Ministério da Saúde apresentou ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ligado ao bloco dos BRICS, o projeto do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS). O protocolo de financiamento, no valor de US$ 320 milhões, já foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) e agora aguarda análise da instituição financeira. A proposta foi entregue pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, à presidente do banco, Dilma Rousseff.
“Apresentamos ao banco dos Brics o projeto para o desenvolvimento de um hospital inteligente que use toda a tecnologia da informação e inteligência artificial, com base em experiências que estão acontecendo na China. É um grande passo para o Brasil entrar nessa revolução tecnológica”, afirmou Padilha.
O hospital será parte do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), a ser instalado no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. A iniciativa é fruto de parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade de São Paulo (USP) e tem como objetivo integrar avanços médicos e tecnológicos entre Brasil, China e demais países do BRICS e da comunidade internacional.
Entre os destaques do projeto estão:
- Um novo edifício com 150 mil m²;
- Adoção de padrões internacionais de sustentabilidade, segurança e inovação;
- Uso de logística interna avançada e medidas para redução de infecções hospitalares;
- Preparação para situações de emergência, como desastres e pandemias;
- Climatização adequada ao clima local para eficiência energética;
- Estrutura voltada para acolhimento humanizado de pacientes e profissionais.
O ITMI-Brasil será um centro de referência em saúde digital, combinando inovações como inteligência artificial, telessaúde, ambulâncias conectadas via 5G, automação hospitalar, integração com prontuários eletrônicos e sistemas preditivos para gestão de atendimento. A meta é aumentar a eficiência operacional, reduzir o tempo de permanência hospitalar e oferecer serviços de saúde mais ágeis e resolutivos.
Inspirado em modelos internacionais, especialmente da China, o hospital adotará uma gestão colaborativa voltada ao ensino, pesquisa e inovação. A proposta também busca fomentar a troca de conhecimentos entre profissionais de saúde, pesquisadores e gestores dos países membros do NDB, com foco em tecnologias sustentáveis e melhorias no atendimento à população.
Rede de UTIs inteligentes
Além do hospital, o projeto inclui a criação de uma rede de Unidades de Terapia Intensiva inteligentes, em diversas regiões do país. O plano do governo federal é começar pela modernização de 10 UTIs, com possibilidade de expansão. A ideia é incorporar tecnologias digitais e recursos de telessaúde no atendimento especializado do SUS.
“São 320 milhões de dólares para a gente investir e montar, não só um hospital aqui no Brasil, mas também apoiar, já na largada, 10 UTIs espalhadas em todo o país. É ter uma verdadeira política de incorporação da inteligência artificial, das novas tecnologias de informação, que estão muito sendo utilizadas na China, para o cuidado dos nossos pacientes”, reforçou Padilha.













