
Foto: Rafael Ribeiro/CBF.
A seleção brasileira está fora da Copa do Mundo após ser derrotada por 2 a 1 pela Noruega, neste domingo (5), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pelas oitavas de final. Com dois gols do atacante Erling Haaland, os noruegueses garantiram a classificação, enquanto o Brasil registrou sua pior campanha no torneio desde 1990.
Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Carlo Ancelotti avaliou que o desempenho da equipe não refletiu o resultado e agradeceu o empenho do elenco durante a competição.
“Estamos muito tristes pelo resultado, mas [a Copa] foi uma experiência bonita, com um bom grupo. Quero agradecer aos jogadores, que trabalharam bem, criaram um bom ambiente. Mas no esporte, nem tudo sai perfeito. Acho que [pelo] esforço de hoje não merecia perder, mas temos de reconhecer, também, que a equipe rival tem, como já disse, jogadores muito bons e que fizeram a diferença”, disse o treinador.
O Brasil desperdiçou oportunidades ao longo da partida, incluindo um pênalti cobrado por Bruno Guimarães no início do primeiro tempo. Durante boa parte do confronto, a seleção brasileira apostou nos contra-ataques, enquanto a Noruega controlou a posse de bola e terminou o duelo com 581 passes trocados, contra 291 da equipe brasileira.
Ancelotti explicou que a estratégia foi definida para neutralizar as características do adversário.
“O jogo de hoje me parecia controlado. Tivemos oportunidades. Era complicado fazer uma pressão alta [marcar desde a saída de bola] porque, na Noruega, o [meia Martin] Odegaard recuava muito, então era um risco para deixar o Haaland no um contra um”, explicou.
“Eles tentaram manter a intensidade do jogo com a posse da bola. Nós, durante 70 minutos, tivemos o jogo sob controle. Mas o Haaland acabou decidindo”, completou o técnico.
Escolha do cobrador de pênalti
Questionado sobre a decisão de Bruno Guimarães cobrar o pênalti, em vez de Vinícius Júnior, Ancelotti afirmou que a escolha foi baseada em um levantamento estatístico realizado pela comissão técnica.
“Fizemos uma estatística de um ano, dos [jogadores] rivais e dos nossos. O melhor [em cobranças de pênalti] era Neymar. Daí [os também atacantes] Igor Thiago, Raphinha e depois o Bruno Guimarães. E depois o [atacante Gabriel] Martinelli. Pensamos no que era melhor em campo”, justificou o italiano.
Planejamento para o próximo ciclo
Com contrato renovado até 2030, Ancelotti afirmou que a eliminação representa o início de um processo de reconstrução da seleção brasileira com foco na próxima Copa do Mundo, que será disputada em Portugal, Espanha e Marrocos.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não confirmou oficialmente a programação da equipe para os próximos meses. No entanto, a Federação Australiana de Futebol anunciou amistosos contra o Brasil nos dias 25 e 29 de setembro, nas cidades de Townsville e Brisbane.
Ao comentar os próximos passos, o treinador ressaltou a necessidade de transformar a eliminação em aprendizado.
“Agora temos que manejar a tristeza e depois pensar no que pode ser o futuro desta seleção, que tem um grupo sólido de jovens, outros mais veteranos que podem continuar e jogadores que podem entrar. Quando passamos por um momento assim, temos de pensar que uma derrota é também um começo. Temos de seguir melhorando. Não é o fim. É o início de um novo ciclo”, concluiu.











