
A Câmara Municipal de Natal promoveu, nesta sexta-feira (23), uma audiência pública para debater os desafios e possibilidades de requalificação do Centro Histórico da capital potiguar. A iniciativa foi do vereador Fúlvio Saulo (SDD), presidente da Comissão de Indústria, Turismo, Comércio e Empreendedorismo da Casa, e reuniu autoridades, entidades do setor produtivo e representantes da sociedade civil, com foco nas regiões da Ribeira e Cidade Alta.
Durante a sessão, o vereador Fúlvio destacou a urgência do tema e classificou o abandono do centro como um risco à identidade da cidade.
“Vejo o resgate do centro histórico como uma questão de sobrevivência para o nosso município. A cidade vem morrendo nos bairros da Cidade Alta e Ribeira, já chegando ao Alecrim. Resgatar nossa história é repensar o nosso futuro. É um recomeço que deve ser construído por toda a sociedade”, afirmou.
A vice-prefeita Joana Guerra (Republicanos) pontuou as ações já em curso, ressaltando a retomada de um grupo de trabalho voltado para o planejamento da área.
“O prefeito Paulinho Freire (União Brasil) resgatou o grupo de trabalho para discutir, de forma democrática, as necessidades da Ribeira e da Cidade Alta. Já estamos atuando com infraestrutura, como a iluminação em LED, requalificação de praças e espaços como a Pedra do Rosário. Precisamos também pensar em acessibilidade e centralização de serviços públicos, como já vem sendo feito com a instalação de secretarias municipais na região”, comentou.
Representando o setor da construção civil, o presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, defendeu uma abordagem urbanística mais ampla.
“É preciso identificar que espaços servirão para moradia, comércio, lazer e turismo. A Ribeira tem uma riqueza cultural imensa e precisa ser ocupada com inteligência. A segurança, a iluminação pública e o aproveitamento de equipamentos como o Teatro Alberto Maranhão são fundamentais para esse processo”, declarou o presidente do Sinduscon-RN.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Thiago Mesquita, o fator central da revitalização deve ser a moradia. “Não há segredo: é preciso atrair pessoas para morar no centro histórico. Com isso, os serviços, o comércio e os investimentos naturalmente retornam. Para isso, são necessários incentivos fiscais, investimentos públicos e políticas habitacionais efetivas”, explicou.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio) também participou da discussão e reforçou seu apoio à pauta. “Esse é um tema que deve unir todos os setores. A Fecomércio vê com bons olhos a iniciativa da Câmara e se coloca à disposição para somar esforços na requalificação do centro histórico, que é o berço da nossa cidade”, afirmou o assessor Fernando Virgílio.
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