
Os caminhoneiros do Rio Grande do Norte suspenderam temporariamente a greve iniciada nesta semana e aguardam uma nova proposta das empresas do setor de transporte de cargas. A paralisação ficará interrompida até o próximo domingo (31), mas a categoria afirma que o movimento poderá ser retomado na segunda-feira (1º) caso não haja avanço nas negociações.
A informação foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Cargas do Estado do Rio Grande do Norte (Sintrocern), Edson Negrão. Segundo ele, a suspensão é temporária e depende do posicionamento do setor patronal.
“A greve dos caminhoneiros não acabou, apenas fizemos essa suspensão, pelo menos até domingo”, declarou.
De acordo com o dirigente sindical, os representantes das empresas se comprometeram a discutir as reivindicações da categoria e apresentar uma resposta até esta sexta-feira (29). Caso a proposta não atenda às demandas apresentadas pelos trabalhadores, uma nova paralisação poderá ser iniciada em todo o estado.
“Sexta-feira à tarde, se eles não tiverem nenhum posicionamento, trazendo o mínimo de dignidade que foi exigido pelo sindicato e pela classe trabalhadora, daremos início à nossa atividade de greve e paralisação a partir de segunda-feira”, afirmou Negrão.
A mobilização dos caminhoneiros começou na última segunda-feira (25), com um protesto na BR-101, em Parnamirim, na Grande Natal. Durante o ato, houve bloqueio parcial da rodovia no sentido Parnamirim–Natal, provocando lentidão no trânsito. A categoria também realizou uma carreata até a sede do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Estado do Rio Grande do Norte (Setcern), no bairro do Alecrim, em Natal.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de pelo menos 7%, além de melhorias no vale-alimentação, plano de saúde e auxílio-medicamento. A pauta também inclui medidas voltadas à inclusão de trabalhadores LGBTs e profissionais com filhos atípicos.
Segundo Edson Negrão, a reivindicação inicial era de 16%, mas a categoria reduziu o percentual após audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN). Até o momento, a proposta apresentada pelo setor patronal prevê reajuste de 4,11%.
“Há uma intransigência e um desrespeito com a nossa categoria. Já aceitamos receber um reajuste de 7%, conforme nos foi sugerido pelo TRT, mas estamos pedindo também melhorias no plano de saúde, para que a gente consiga ser atendido, pelo menos, em algumas cidades do estado, além de melhorias no vale alimentação de forma linear ao reajuste salarial”, detalhou o sindicalista.
Representantes das empresas alegaram necessidade de um prazo de aproximadamente 20 dias para avaliar os impactos financeiros da proposta e consultar as transportadoras vinculadas ao setor.
Durante o período de greve, o TRT-RN determinou a manutenção mínima de 40% das atividades da categoria, garantindo a circulação de cargas consideradas essenciais, como medicamentos, oxigênio hospitalar, insumos médicos e cargas vivas.











