
O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil. Mesmo com o avanço da informação e do diagnóstico precoce, o tema ainda é cercado por mitos que dificultam a prevenção e o cuidado.
Para esclarecer o que é fato e o que é fake news, o mastologista Jader Rodrigues Gonçalves, preceptor de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), reuniu os principais mitos e verdades sobre o câncer de mama.
“Muitas pessoas têm receio de falar sobre o câncer de mama e acabam acreditando em informações incorretas que circulam há décadas. Desmistificar a doença é essencial para que homens e mulheres façam seus exames sem medo e busquem o diagnóstico precoce, que é o nosso maior aliado contra o câncer”, afirma o especialista.
Mitos sobre o câncer de mama
“Homens não têm câncer de mama”.
Falso. Embora raro, o câncer de mama também pode afetar homens, cerca de 1% dos casos. Falta de informação faz com que muitos ignorem sintomas como nódulos e retração do mamilo.
“Sutiã com alças causa câncer de mama”.
Não há relação. Modelos apertados podem causar desconforto ou irritação, mas não provocam câncer.
“Desodorantes causam câncer de mama”.
Falso. Nenhum estudo comprova essa relação. Apenas podem causar alergias em pessoas sensíveis.
“A mamografia dói muito”.
Mito. O exame pode causar leve desconforto momentâneo, mas é seguro e essencial para detectar tumores precoces.
“Ter histórico familiar é sinônimo de desenvolver a doença”.
Não necessariamente. Embora o fator genético aumente o risco, a maioria dos casos ocorre em pessoas sem histórico familiar.
“Próteses de silicone causam câncer de mama”.
Mito. Não há evidências que comprovem essa ligação. O silicone exige apenas cuidados extras nos exames de imagem.
Verdades que você precisa saber
“Quanto mais cedo for detectado, maiores as chances de cura”.
Verdade. O diagnóstico precoce pode garantir taxas de cura superiores a 90%.
“O autoexame é importante, mas não substitui a mamografia”.
Exato. O autoexame ajuda a conhecer o corpo, mas apenas a mamografia detecta tumores muito pequenos.
“Homens também precisam estar atentos”.
Sim. Alterações como caroços, secreções ou retração no mamilo exigem avaliação médica.
“Falar sobre o câncer de mama salva vidas”.
Verdade. Conversar e informar é uma forma de combater o medo e incentivar o diagnóstico precoce.
Para o especialista, a informação correta é uma poderosa ferramenta de prevenção. Ele reforça que manter consultas regulares, hábitos saudáveis e atenção aos sinais do corpo são atitudes que fazem a diferença na luta contra o câncer de mama.















