
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou na manhã desta segunda-feira (12) a contratação do italiano Carlo Ancelotti como novo comandante da Seleção Brasileira. Segundo a entidade, o treinador de 64 anos, que assume o cargo com a missão de liderar o time até a Copa do Mundo de 2026, é considerado pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, como “o maior técnico da história”.
“Trazer Carlo Ancelotti para comandar o Brasil é mais do que um movimento estratégico. É uma declaração ao mundo de que estamos determinados a recuperar o lugar mais alto do pódio. Ele é o maior técnico da história e, agora, está à frente da maior seleção do planeta. Juntos, escreveremos novos capítulos gloriosos do futebol brasileiro”, declarou Rodrigues em nota oficial.
O anúncio põe fim a uma longa negociação que se estendia há quase dois anos. A CBF divulgou também um vídeo no qual Ednaldo agradece à torcida brasileira pela “paciência e o apoio” durante as tratativas com o técnico italiano. Ancelotti vai dirigir a Seleção nos próximos compromissos das Eliminatórias da Copa, contra o Equador (5 de junho) e o Paraguai (10 de junho).
O que muda agora
Apesar da confirmação, Ancelotti ainda cumpre contrato com o Real Madrid, da Espanha, e só deverá se apresentar oficialmente à Seleção após o encerramento do Campeonato Espanhol, na segunda-feira (26) da última quinzena deste mês. A equipe merengue ainda tem três partidas a disputar em maio: contra o Mallorca – nesta quarta-feira (14) –, Sevilla – neste domingo (18) – e Real Sociedad – no próximo sábado (24). No entanto, há a possibilidade de uma liberação antecipada, caso o Barcelona confirme o título espanhol antes do fim da competição.
A novela em meio à crise
Desde o primeiro contato formal da CBF com o treinador, em julho de 2023, diversos entraves adiaram a concretização do acordo. Inicialmente previsto para ocorrer após o término da temporada europeia daquele ano, o acerto foi suspenso quando o Real Madrid renovou o vínculo com o técnico. Durante esse período, a Seleção foi dirigida por Fernando Diniz, que acumulava a função com o comando do Fluminense, e posteriormente por Dorival Júnior, que assumiu após boas passagens por Flamengo e São Paulo. A má campanha na Copa América de 2024 e resultados fracos nas Eliminatórias culminaram na saída de Dorival em março deste ano, o que reacendeu o interesse em Ancelotti.
O técnico italiano será apenas o terceiro estrangeiro na história a assumir a Seleção Brasileira e possui um dos currículos mais vitoriosos do futebol mundial. É o recordista de títulos em competições de clubes da UEFA e o maior vencedor da Liga dos Campeões da Europa como técnico, com cinco conquistas — além de outras duas como jogador. Também venceu o Mundial de Clubes da FIFA em três oportunidades: uma pelo Milan e duas pelo Real Madrid. Ao longo da carreira, comandou clubes como Juventus, PSG, Chelsea, Bayern de Munique e Napoli.
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