
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam em trajetória de queda no Brasil, mas o avanço da doença ainda preocupa em nove capitais. É o que aponta o mais recente boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o levantamento, Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco apresentaram, nas últimas duas semanas, níveis de atividade classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Outras 11 capitais também permanecem em situação de alerta ou risco para SRAG, embora sem aumento sustentado dos casos nas últimas seis semanas. São elas: Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.
O boletim também chama atenção para o aumento dos casos graves provocados pela Influenza B em estados da Região Centro-Sul. O crescimento foi identificado no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam sinais de estabilização ou início de queda.
Segundo a Fiocruz, a maior incidência da síndrome continua concentrada entre crianças pequenas, especialmente em razão da circulação do vírus sincicial respiratório (VSR). Já a mortalidade permanece mais elevada entre idosos, tendo a Influenza A como principal responsável pelos óbitos.
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da imunização e dos cuidados para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.
“A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório respondeu por 55,9% dos casos positivos para vírus respiratórios. Em seguida aparecem o rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e o Sars-CoV-2, causador da covid-19, com 2,2%.
Entre os óbitos registrados no período, a Influenza A liderou com 33,1% das ocorrências, seguida pelo rinovírus (26,3%), vírus sincicial respiratório (21,7%), Influenza B (15,4%) e covid-19 (6,9%).
Desde o início de 2026, o país contabilizou 109.347 notificações de SRAG. Desse total, 56.530 casos tiveram confirmação para algum vírus respiratório, enquanto 37.770 apresentaram resultado negativo e outros 8.195 ainda aguardam confirmação laboratorial.
Apesar da redução observada no cenário nacional, a Fiocruz destaca que a circulação de vírus respiratórios permanece elevada em parte do país e recomenda que os grupos prioritários mantenham a vacinação contra a gripe em dia, além da adoção de medidas de prevenção, principalmente em caso de sintomas respiratórios.
*Com Informações de Agência Brasil













