
A Praça Augusto Severo, localizada no bairro da Ribeira, foi reaberta ao público nesta quinta-feira (26) após passar por obras de requalificação executadas pelo Governo do Estado. O investimento foi de R$ 1,4 milhão, por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN), com recursos financiados pela Caixa Econômica Federal dentro do PAC Cidades Históricas.
Moradora da capital, a dona de casa Josie Costa, de 46 anos, visitou o espaço ao lado dos filhos Pedro Vinícius e Miguel Felipe e celebrou a reabertura. “O Centro Histórico de Natal precisava voltar para o povo”, afirmou. Ela também destacou a transformação do ambiente.
“É preciso voltar a valorizar a Ribeira, porque é um bairro que, para mim, não pode morrer. Quando estava tudo fechado, era muito desagradável, por conta do mau cheiro. Agora que abriu, é ótimo. Com a praça recuperada, podemos encontrar a polícia, pessoas, iluminação e é melhor. A praça ganhou vida”, comentou.
Intervenções estruturais e preservação histórica

A governadora Fátima Bezerra detalhou que o projeto contemplou a recuperação do piso, reposição de granito, implantação de novo sistema de iluminação, instalação de fonte e restauração do coreto histórico.
“Estamos aqui para entregar a praça de verdade a quem ela pertence, que é exatamente o nosso povo, preservando a memória e este marco arquitetônico que temos, inclusive por estar de frente para um dos prédios mais bonitos do Rio Grande do Norte, que é o nosso Teatro Alberto Maranhão”, declarou.
O espaço fica em frente ao Teatro Alberto Maranhão, um dos principais equipamentos culturais do estado, reforçando a relevância do investimento na área.
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho, a obra enfrentou entraves burocráticos e foi retomada em 2024 até ser concluída neste ano.
“Também restauramos a área do coreto, que é histórica, desde a origem da praça. De fato, renovamos este espaço para o convívio do povo. Foram investidos aqui R$ 1,4 milhão. Agora, estamos na fase de devolução desta praça à Prefeitura do Natal, que ficará com a posse do espaço “, explicou.
A praça homenageia o inventor e político potiguar Augusto Severo de Albuquerque Maranhão (1864-1902).
PAC Cidades Históricas
A intervenção integra um conjunto de ações no Centro Histórico de Natal, dentro do programa federal. Ao todo, foram aplicados R$ 9,4 milhões na recuperação de espaços públicos, incluindo as praças Sete de Setembro, do Estudante, das Mães, José da Penha, Padre João Maria e o Largo do Memorial Câmara Cascudo.
Para o superintendente regional da Caixa, Tiago Pereira, a entrega vai além da infraestrutura. “Entregar algo que é muito mais do que reformar bancos, jardins e meio-fio. Aqui hoje é feita a entrega de um espaço que valoriza a história da cidade de Natal: a Praça Augusto Severo. O nome já diz muito; é um potiguar de coragem, inovador, que orgulha a todos nós, elevando o nome dos potiguares no mundo inteiro”, afirmou.
O presidente nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Antônio Grass Peixoto, ressaltou a importância da parceria institucional.
“O Iphan não vai salvar o patrimônio sozinho. Aqui temos uma governadora que fez a sua parte, que honrou seus compromissos e a memória do seu estado”, disse. Ele acrescentou: “Em razão da importância histórica e da localização estratégica para a memória da cidade e do estado, o projeto de requalificação contemplou a restauração de elementos originais”.
Reinauguração do Iphan e debate sobre o forró
Antes da solenidade na praça, a governadora participou da reinauguração da sede do Iphan no Rio Grande do Norte, que passou por manutenção e modernização estrutural.
O superintendente regional do órgão, João Gentil, destacou a atuação institucional. “A superintendência do Iphan é responsável por aproximadamente 2 mil bens culturais no Rio Grande do Norte. Trabalhamos com a convicção de que proteger o patrimônio cultural é preservar a identidade, a memória e o futuro”, declarou.
Durante a agenda, também foi realizado encontro para discutir a candidatura do forró ao título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, concedido pela UNESCO. A secretária estadual de Cultura, Mary Land Brito, enfatizou o alcance da proposta. “É uma ação para afirmar a força do forró como ativo cultural, econômico e social para o país”, afirmou.
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