
A cesta básica continua em trajetória de alta em Natal, segundo levantamento realizado pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Em abril, o preço médio chegou a R$ 457,23, um acréscimo de R$ 6,54 em relação a março, o que representa uma variação de 1,43%. É o quarto mês consecutivo de aumento neste ano.
O estudo, conduzido pelo Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, acompanhou os preços durante as cinco semanas de abril e verificou reajuste em todas as quatro categorias analisadas. Entre os 40 itens que compõem a cesta, 25 sofreram elevação de preço, quatro a mais do que no mês anterior.
O maior aumento foi observado na categoria hortifrúti, com 7,53%. Os principais reajustes foram:
- Tomate (kg): 23,04%;
- Cebola: 7,13%;
- Repolho: 12,93%;
- Batata: 23,18%.
Na categoria mercearia, o acréscimo foi de 1,33%, com destaque para:
- Café (pacote de 250 g): 7,08%;
- Leite: 1,73%.
Já os produtos de açougue subiram 0,24% e os de higiene e limpeza, 1,76%.
A pesquisa também revelou diferenças de preços entre os tipos de estabelecimentos comerciais. Os hipermercados continuam com os valores mais altos, cerca de 10,71% acima dos supermercados de bairro e 15,40% maiores que nos atacarejos. Segundo o levantamento, o consumidor pode economizar até R$ 66,11 ao optar por estabelecimentos com preços mais baixos.
As variações também foram observadas entre as regiões da cidade. A zona Oeste apresentou o menor preço médio da cesta, com R$ 445,04. Em seguida, vieram a zona Sul (R$ 454,89), zona Leste (R$ 467,42) e zona Norte (R$ 469,87). A diferença entre a região mais cara (Norte) e a mais barata (Oeste) foi de R$ 24,83.
A Zona Norte, que costuma oferecer preços mais acessíveis, teve um aumento de R$ 13,24 em relação a março.
Apesar das variações entre regiões e tipos de estabelecimentos, a tendência de alta dos preços vem sendo registrada mês a mês desde o início de 2025.
“Os dados reforçam a importância do monitoramento contínuo para garantir maior transparência e auxiliar os consumidores na busca por preços mais acessíveis, promovendo o consumo consciente e econômico com informações atualizadas sobre os preços praticados na capital”, afirmou Dina Perez, diretora-geral do Procon Natal.
O levantamento foi divulgado no mesmo dia em que o Comitê de Políticas Monetárias (Copom) anunciou o aumento da taxa Selic em meio ponto percentual, elevando-a para 14,75% ao ano, o maior nível em quase duas décadas.















