
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou que a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU 2) adotará um sistema de código de barras para identificação automática dos candidatos no cartão-resposta. A medida substitui o preenchimento manual de bolinhas com caneta preta, método utilizado na primeira edição do certame.
A mudança ocorre após relatos de candidatos que não marcaram corretamente o tipo de gabarito ou esqueceram de transcrever a frase exigida no cartão-resposta. Segundo a ministra Esther Dweck, o novo formato vincula automaticamente cada prova ao candidato, eliminando riscos de erro. “Não é o nome ou número de inscrição, mas a máquina consegue ler e garantir que aquela prova pertence àquela pessoa. Queremos que os candidatos se preocupem apenas com o conteúdo da prova, não com formalidades burocráticas”, explicou.
Anonimato e mais agilidade
Cada caderno de questões terá um código único, garantindo a identificação do candidato sem expor seus dados pessoais aos corretores. O objetivo é assegurar a imparcialidade na correção e evitar fraudes. Além disso, a alteração pretende otimizar a correção e a divulgação dos resultados.
Na primeira edição do CNU, os resultados finais foram divulgados 194 dias após a aplicação das provas, devido a um acordo judicial que permitiu a reintegração de 32.260 candidatos ao processo. Com a nova tecnologia, a expectativa é que os prazos sejam reduzidos.
Mudanças no edital e previsão para 2025
Outra novidade do CNU 2 será a publicação de um edital unificado para todos os blocos temáticos, diferentemente da primeira edição, que teve oito documentos separados conforme as áreas das vagas nos 21 órgãos participantes.
O termo de referência para a escolha da banca organizadora deve ser lançado em abril, e as provas estão previstas para o segundo semestre de 2025. A ministra Esther Dweck manifestou interesse em manter a aplicação em agosto, devido à menor incidência de chuvas no país. Ela também confirmou que não haverá concurso em 2026. “Por ser ano de eleição, é muito mais difícil realizar o concurso. Temos que homologar todos os resultados antes do início do período eleitoral”, afirmou.
Novas carreiras e expectativa de vagas
O primeiro CNU ofertou 6.640 vagas e registrou mais de 2,11 milhões de inscritos. Para 2025, o MGI confirmou a inclusão de duas novas carreiras transversais de nível superior: Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico. Essas funções podem ser desempenhadas em diferentes órgãos da administração pública federal.
A lista de cargos e o número total de vagas ainda estão sob análise do ministério.
Governo alerta para tentativa de golpe envolvendo segunda edição do CNU













