
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgaram nesta sexta-feira (3) o resultado definitivo da classificação final dos candidatos aprovados em cargos da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU 2) que ainda aguardavam a conclusão das etapas finais do certame.
Com a publicação da homologação, passam a ser oficializadas as listas de classificação dos candidatos habilitados tanto para as vagas imediatas quanto para o cadastro de reserva dos cargos que dependiam da conclusão das fases específicas previstas no edital.
Os resultados apresentam, por órgão e cargo, informações como número de inscrição, nome do candidato, notas obtidas nas etapas correspondentes, nota final ponderada, classificação na ampla concorrência e nas modalidades de ações afirmativas, além da situação final de cada concorrente.
Nomeações dependem de trâmites administrativos
Com a homologação da classificação definitiva, os órgãos e entidades federais participantes do concurso já podem iniciar os procedimentos administrativos necessários para o preenchimento das vagas ofertadas.
A consulta à lista completa dos aprovados está disponível na página oficial do CNU 2, mantida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), instituição responsável pela organização e execução do processo seletivo.
Apesar da divulgação do resultado final, a posse dos candidatos dependerá do cumprimento de etapas legais e administrativas. Entre os critérios estão a ordem de classificação, a disponibilidade de vagas e a existência de previsão orçamentária para custear as novas nomeações.
Além disso, os futuros servidores deverão comprovar que atendem a todos os requisitos exigidos para o cargo, incluindo escolaridade, idade mínima prevista em edital, regularidade com as obrigações eleitorais e militares, além da aprovação na perícia médica oficial.
Etapas concluídas
A homologação ocorreu após a finalização das fases complementares do concurso.
Entre elas está a Fase 5, correspondente à investigação social e funcional, de caráter eliminatório, aplicada a carreiras como a de analista técnico de Justiça e Defesa.
Já a Fase 6 contemplou avaliações específicas para cargos que exigem prova oral e defesa de memorial acadêmico ou profissional, conforme determinação legal.
Também foi encerrada a segunda etapa do concurso, composta pelos cursos de formação profissional destinados a determinadas carreiras, como as da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine).
As listas homologadas abrangem cargos distribuídos nos blocos temáticos de seguridade social, ciência, dados e tecnologia, engenharia e arquitetura, desenvolvimento socioeconômico, além de justiça e defesa.
Mais de 3,6 mil vagas
A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado ofertou 3.652 vagas distribuídas entre 32 órgãos da administração pública federal. Desse total, 3.144 oportunidades foram destinadas a cargos de nível superior e outras 508 para funções de nível intermediário.
Os candidatos puderam concorrer aos cargos organizados em nove blocos temáticos, definindo a ordem de preferência pelas vagas no momento da inscrição.
O certame também manteve a política de reserva de vagas para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, conforme previsto na legislação.
Outra novidade foi a adoção do mecanismo de equiparação de gênero pelo Ministério da Gestão, permitindo que a quantidade de mulheres convocadas para a prova discursiva fosse proporcional à de homens. A medida resultou na participação de mais de 24 mil candidatas, o equivalente a cerca de 57% dos convocados para essa etapa.
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