
O Rio Grande do Norte lançou nesta terça-feira (29), em Mossoró, o Projeto Bem-te-vi, iniciativa criada para fortalecer a assistência à saúde materna e infantil e contribuir para a redução da mortalidade entre gestantes, mães e recém-nascidos. A ação alcançará 63 municípios das 2ª, 6ª e 7ª Regiões de Saúde, com impacto estimado em quase 1 milhão de pessoas.
O lançamento ocorreu no Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia e contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; e da presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretária de Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho.
Eles foram recebidos pela governadora Fátima Bezerra e pelo secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta. A agenda integra a programação de instalação do Governo do Rio Grande do Norte em Mossoró, realizada entre os dias 28 e 30 de setembro.
O projeto terá como foco a qualificação dos serviços de saúde e das práticas de assistência oferecidas a gestantes, mulheres em idade reprodutiva e recém-nascidos. A proposta reúne ações direcionadas à atenção básica, às maternidades e à gestão dos serviços.
Projeto terá três frentes de atuação
As ações do Bem-te-vi foram divididas em três eixos. O primeiro será concentrado na Atenção Primária à Saúde, com aperfeiçoamento do acompanhamento pré-natal e treinamento de médicos e enfermeiros para reconhecer situações de risco durante a gestação.
A meta é envolver as 337 equipes de Saúde da Família existentes na macrorregião, alcançando aproximadamente 700 profissionais.
A segunda frente será desenvolvida nas maternidades. A proposta prevê a adoção de protocolos de boas práticas e capacitações realizadas durante o serviço para trabalhadores de três unidades de referência regional.
Nesta etapa, o projeto terá a colaboração do Hospital Sofia Feldman, de Belo Horizonte (MG), instituição reconhecida pela atuação na assistência ao parto e ao nascimento.
O terceiro eixo será direcionado aos gestores municipais e responsáveis pelos hospitais regionais. A iniciativa pretende disponibilizar instrumentos para acompanhamento dos indicadores relacionados à saúde de mães e crianças.
Também está prevista a criação do Selo Bem-te-vi, certificação que será concedida a municípios e unidades de saúde que atenderem aos requisitos estabelecidos de boas práticas na assistência materna e infantil.
Ministro destaca contraceptivo para adolescentes
Durante a agenda em Mossoró, Alexandre Padilha também apresentou ações do Governo Federal voltadas à redução da mortalidade materna e infantil, com atenção especial à gravidez na adolescência.
Segundo o ministro, um método contraceptivo de aplicação subcutânea já foi disponibilizado nas unidades de atenção primária e nas maternidades. A medida permite a oferta do método por profissionais de saúde e também sua utilização no período posterior ao parto.
“Já foi distribuído nas unidades primárias de saúde, com aplicação pelas enfermeiras e pelos médicos, e também distribuído nas maternidades para utilização quando a mulher acaba de ter o bebê, fazendo a prevenção da gravidez precoce em adolescentes”, disse.
De acordo com Padilha, o Rio Grande do Norte está entre os estados contemplados pela estratégia. O investimento informado foi de R$ 1,8 milhão, enquanto os resultados apresentados pelo Ministério da Saúde apontam redução de até quatro vezes na ocorrência de gravidez entre mulheres jovens.
Hospital da Mulher ganha Casa da Gestante
Durante a visita à unidade em Mossoró, também foi apresentada a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera, estrutura com 20 leitos destinada a mulheres que precisam permanecer próximas ao hospital, mas não necessitam de internação.
Entre as pessoas que poderão utilizar o espaço estão mães de bebês internados em UTI. A estrutura possibilita que elas permaneçam próximas aos filhos, reduzindo a necessidade de deslocamentos entre a residência e o hospital.
O Hospital da Mulher atende moradores de mais de 60 municípios da região Oeste e oferece uma estrutura com mais de 100 leitos distribuídos entre as áreas obstétrica, ginecológica, neonatal e inclui serviços de urgência e emergência obstétrica e ginecológica, assistência a gestantes de alto risco, ultrassonografia, inserção de DIU, banco de leite e Sala Lilás para acolvi foi gestado nesse hospital, em conjunto com a nossa Universidade Estadual. É um programa da Secretaria de Saúde com o entendimento nosso de que somos um lugar da rede, mas que a gente precisa se fortalecer. O projeto vem trazer uma contribuição tanto pela atenção primária como nas maternidades regionais e também para a gestão, na qualificação das práticas de atenção às mulheres, ao nascimento e aos partos. Nessa macrorregião, são 63 municípios, então e pediátrica.
A unidade completará três anos de funcionamento em 29 de dezembro e já realizou mais de 1.500 partos. O atendimento funciona 24 horas e inclui serviços de urgência e emergência obstétrica e ginecológica, assistência a gestantes de alto risco, ultrassonografia, inserção de DIU, banco de leite e Sala Lilás para acolhimento de mulheres vítimas de violência sexual.
O ambulatório reúne mais de 27 serviços especializados.
Investimentos ultrapassam R$ 200 milhões
A implantação do Hospital da Mulher recebeu investimento superior a R$ 200 milhões em obras e equipamentos, por meio do projeto Governo Cidadão. Atualmente, a unidade conta com mais de mil servidores.
A estrutura também mantém parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), incluindo atividades relacionadas à residência médica e ao desenvolvimento de protocolos de atendimento humanizado.
Segundo a diretora do Hospital da Mulher, Elenimar Costa Bezerra, o projeto foi desenvolvido a partir da própria experiência da unidade e busca fortalecer a integração entre os diferentes níveis da rede de assistência.
“O Programa Bem-te-vi foi gestado nesse hospital, em conjunto com a nossa Universidade Estadual. É um programa da Secretaria de Saúde com o entendimento nosso de que somos um lugar da rede, mas que a gente precisa se fortalecer. O projeto vem trazer uma contribuição tanto pela atenção primária como nas maternidades regionais e também para a gestão, na qualificação das práticas de atenção às mulheres, ao nascimento e aos partos. Nessa macrorregião, são 63 municípios, então a gente entende a necessidade de qualificar a rede”, ressaltou a diretora do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, Elenimar Costa Bezerra.
Reforço no quadro de profissionais
A assistência da unidade também recebeu reforço no quadro médico ao longo deste ano. Entre abril e julho, 12 novos médicos foram incorporados por meio do programa federal Agora Tem Especialista.
Além disso, o Governo do Estado convocou recentemente mais de 70 profissionais aprovados em concurso público para ampliar o quadro de trabalhadores do hospital. Entre os convocados estão 17 médicos das áreas de ginecologia e obstetrícia.













