
Estudantes de 38 escolas da Rede Municipal de Ensino de Natal participaram, nesta terça-feira (3), da primeira fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) 2025. A prova, realizada nos turnos da manhã e da tarde, reuniu alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A OBMEP, promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), tem como objetivo estimular o interesse dos jovens pela disciplina e identificar talentos em todo o país.
Em sua 20ª edição, a olimpíada bateu recorde histórico de participação: mais de 18,6 milhões de estudantes de 57.222 escolas em todos os estados brasileiros se inscreveram. A avaliação foi aplicada exclusivamente de forma presencial, com 20 questões objetivas. Os estudantes são distribuídos em três níveis: Nível 1 (6º e 7º anos), Nível 2 (8º e 9º anos) e Nível 3 (Ensino Médio). A segunda fase ocorrerá em outubro, com previsão de entrega de 8.450 medalhas e 51 mil certificados de menção honrosa.
Na Escola Municipal Professor Otto de Brito Guerra, no bairro Pitimbu, 628 alunos realizaram a prova. O professor Marcos Fernandes Lisboa Galvão, responsável pela aplicação na unidade, destacou o caráter avaliativo da competição.
“Estamos aplicando a prova da OBMEP, que tem duração mínima de uma hora e máxima de duas horas e meia. Todos os estudantes da escola participam, e a prova busca avaliar habilidades matemáticas. Na primeira fase, a seleção interna indicará os 35 melhores classificados para a etapa seguinte”, explicou.
A diretora administrativa da unidade, Juliana Santos P. Pereira, também ressaltou a importância da olimpíada como instrumento pedagógico.
“É fundamental que a escola participe de avaliações como essa, pois nos permite compreender o nível de aprendizagem dos nossos estudantes, especialmente em matemática. A prova nos oferece um importante feedback sobre os avanços e desafios educacionais”, afirmou.
A estudante Tainá Ferreira Garcia, 14 anos, do 9º ano, comentou: “Achei a prova bem interessante, com questões de muito raciocínio. Acho que vai me ajudar bastante na prova de ingresso do Instituto Federal do RN”. Seu colega José Varela, 15, reforçou o valor da iniciativa. “É uma oportunidade de testar até onde vai nosso conhecimento. Mesmo quando não sabemos a resposta exata, é importante tentar resolver com base no que compreendemos”, disse.
Na Escola Municipal 4º Centenário, na zona Leste da cidade, o professor José Daniel Bezerra de Lima destacou a preparação prévia. “Fizemos simulados e resolvemos questões com provas anteriores para apresentar o nível da prova. Realizamos questões de lógica e com poucos cálculos”, relatou. A estudante Maria Cecília L. da Costa, de 14 anos, compartilhou sua rotina de estudos: “Desde o primeiro bimestre eu separei um tempo do meu horário de estudos em casa para revisar o conteúdo da sala de aula e me preparar melhor para a OBMEP”.
A gestora pedagógica da mesma escola, Eliane Costa e Silva Lima, avaliou positivamente a iniciativa. “A OBMEP é um aferidor de conhecimentos, serve para nortear as nossas práticas, o que pode melhorar, o que está dando certo, o que precisa ser revisto, então é uma ferramenta excelente para ter esse diagnóstico”.
Na Escola Municipal Prefeito Mário Eugênio Lira, o estudante Alexandre Oliveira, de 12 anos, disse ter tido dificuldades, mas destacou sua desenvoltura com frações. “Eu poderia ter me saído melhor, mas achei que mandei bem nas questões relacionadas às frações”. A professora Suzeny Carla A. dos Santos S. C. Barreto explicou o próximo passo: “Foi tudo tranquilo, uma vez que as turmas fizeram as avaliações, nós iremos agora fazer as devidas conferências para podermos encaminhar os cartões classificados nesta primeira fase”.
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