
Com a liquidação de bancos pelo Banco Central (BC) desde o fim de 2025, consumidores e investidores precisam estar atentos a notícias e rumores sobre a saúde financeira das instituições. Nem toda informação alarmista é verdadeira, e diferenciar alertas reais de fake news é fundamental para proteger o dinheiro e tomar decisões seguras.
Existem ferramentas oficiais e indicadores públicos que permitem avaliar se um banco em operação está sólido. Segundo especialistas, antes de agir por medo, é essencial consultar fontes confiáveis, analisar balanços e desconfiar de promessas exageradas.
Segue passo a passo para descobrir se é seguro ou não
Verificar se a instituição é autorizada pelo BC, usando o site oficial na seção “Meu BC → Serviços → Encontre uma instituição”.
Consultar bases de dados oficiais, como a Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN) e o Banco Data; e avaliar indicadores como Índice de Basileia, lucro líquido recorrente, inadimplência da carteira de crédito, índice de imobilização e ratings de crédito de agências como Moody’s, S&P e Fitch.
Além disso, investidores devem confirmar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege depósitos e investimentos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Recursos como CRI, CRA, debêntures e fundos de investimento podem não ser cobertos, aumentando o risco em caso de liquidação.
É importante desconfiar de rentabilidade fora do padrão, especialmente em bancos de menor porte, que costumam oferecer taxas mais altas que instituições grandes e de baixo risco. Em muitos casos, bancos em dificuldades financeiras podem anunciar retornos muito acima da média do mercado para captar recursos rapidamente, mas esses ganhos extraordinários geralmente estão associados a riscos maiores. Para aplicações em CDBs, por exemplo, a taxa máxima recomendada é de 115% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), enquanto algumas instituições, como o Banco Master, chegaram a oferecer até 140% do CDI, o que exige atenção redobrada dos investidores.
Para reduzir riscos, profissionais recomendam comparar com investimentos mais seguros, como o Tesouro Direto ou CDBs, LCIs e LCAs de grandes bancos com alta solidez e proteção do FGC. Informação de qualidade continua sendo a melhor defesa contra boatos e prejuízos financeiros.
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