
As compras de fim de ano devem movimentar R$ 1,95 bilhão no Rio Grande do Norte em 2025, de acordo com projeção do Instituto Fecomércio RN (IFC). O montante representa avanço de 8,1% em relação ao ano anterior e confirma a relevância do período para os setores de Comércio e Serviços. O crescimento é puxado pela recomposição gradual da renda, pela geração de empregos e pelo impacto do pagamento do 13º salário, que aumenta o poder de compra das famílias.
Em Mossoró, está prevista uma movimentação financeira de R$ 163,74 milhões, expansão de 9,3% em comparação com o resultado de 2024. A intenção de compra alcançou 61,6% da população, o maior nível já registrado pela pesquisa.
Mesmo com o estímulo ao consumo, o orçamento segue pressionado. Segundo o IFC, 56,9% dos entrevistados devem usar parte ou a totalidade do 13º salário para quitar dívidas. O gasto médio com presentes está estimado em R$ 372,19, aumento de 3,9%. Entre as preferências de compra, 46,1% optam pelo comércio de rua e 52,9% planejam parcelar as despesas. Já os gastos com celebrações devem chegar a R$ 174,78, um crescimento de 12,1%.
Em Natal, o movimento positivo é ainda mais expressivo. A intenção de compra dos consumidores atinge 76,9%, o maior índice dos últimos seis anos. O uso do 13º salário mostra um comportamento diversificado:
- 38,5% pretendem pagar dívidas;
- 25,8% desejam poupar ou investir;
- 24,8% vão reservar parte do valor para despesas de janeiro;
- 23,2% devem aplicar parte do benefício nas compras de fim de ano.
A forma de pagamento evidencia maior controle financeiro: 54% afirmam que irão pagar à vista, seja por Pix, débito ou dinheiro. O gasto médio com presentes deve chegar a R$ 374,25, alta de 6,5%. A estimativa de movimentação financeira é de R$ 649,91 milhões, um acréscimo de 7,5%, mantendo a capital como o principal polo do varejo potiguar. Os gastos com comemorações também devem subir cerca de 7%.
A soma dos desempenhos de Natal e Mossoró reforça a expectativa de um fim de ano mais intenso para o comércio do RN. A melhora progressiva da renda e o impulso adicional do 13º salário sustentam a retomada do consumo, ainda que com ritmos distintos entre as principais cidades do Estado.














