
Durante a COP Nordeste e 3ª ICID, realizada em Fortaleza nesta quarta-feira (17), os governadores da região anunciaram um volume expressivo de propostas inscritas na chamada pública da Nova Indústria Brasil (NIB): foram 246 projetos, totalizando R$ 127,8 bilhões em investimentos, valor 13 vezes superior ao previsto inicialmente, de R$ 10 bilhões.
As propostas envolvem cinco áreas estratégicas para a transformação industrial do país: transição energética, bioeconomia, hidrogênio verde, data centers verdes e setores automotivo e de máquinas agrícolas. Entre os destaques, o segmento de hidrogênio verde lidera com R$ 54,3 bilhões em aportes propostos.
Esse desempenho reforça o protagonismo da região Nordeste na construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável, ancorado em tecnologias limpas e no aproveitamento das potencialidades naturais do território. Para os líderes regionais, esse é um ponto de virada na forma como a indústria nacional encara o Nordeste, que deixa de ser visto como periferia econômica para se tornar fronteira de inovação e investimentos.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, destacou que cuidar do clima é também uma forma de cuidar das pessoas, reforçando o compromisso da região com um futuro mais verde e justo. A declaração reflete o tom adotado por todos os gestores presentes no evento, que enfatizaram a unidade dos estados nordestinos em torno de uma agenda ambiental estratégica e alinhada aos desafios globais.
O presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, afirmou que os projetos inscritos são uma resposta concreta às antigas dúvidas sobre a capacidade de inovação da região. Já representantes do setor financeiro e de desenvolvimento, como Aloizio Mercadante (BNDES) e Paulo Câmara (BNB), classificaram o resultado como extraordinário e promissor, destacando a confiança dos investidores nos setores de energia limpa, especialmente no hidrogênio verde e na bioeconomia.
Segundo a Sudene, o volume e a diversidade de propostas reforçam o papel do Nordeste como área estratégica para o setor produtivo, especialmente diante da urgência climática e da transição para uma economia de baixo carbono.
O anfitrião do evento, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, ressaltou que as condições naturais da região, antes vistas como obstáculos, hoje impulsionam o desenvolvimento sustentável. Ele apontou o vento e o sol como motores da nova economia verde que está se consolidando na região.
As propostas agora passam por análise técnica, com conclusão prevista para o dia 28 de novembro. A chamada pública é fruto de uma ação conjunta entre BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste (BNB), Finep, Sudene e o próprio Consórcio Nordeste.
Acordos reforçam protagonismo regional
Durante o evento, também foram firmados três acordos internacionais. O primeiro deles é uma Declaração Conjunta com a UNCCD, para cooperação por cinco anos no semiárido nordestino. Outro compromisso firmado foi a Carta da Transformação Ecológica, que servirá de base para o Plano Nordeste, a ser apresentado na COP30. O terceiro acordo é a “Declaração de Fortaleza pelas Renováveis”, assinada com a Global Renewables Alliance, e que apoia a meta global de triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030.
Lideranças e representatividade
O encontro reuniu diversos representantes políticos e institucionais, entre eles os governadores Rafael Fonteles (PI), Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE), a governadora em exercício Priscila Krause (PE), os vice-governadores Ronaldo Lessa (AL) e Lucas Ribeiro (PB), além de representantes dos governos do Maranhão, Sergipe e Alagoas. Também participaram o deputado federal Fernando Mineiro, o secretário do MCTI Inácio Arruda e a técnica do Ministério da Fazenda Sávia Gavazza.
Prefeitura de Natal inicia programa de regularização imobiliária com descontos de até 60%













