
A indústria da construção civil movimentou R$ 5,92 bilhões no Rio Grande do Norte em 2024, considerando incorporações, obras e serviços executados ao longo do ano. Os dados são da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e mostram a relevância do setor para a economia estadual.
De acordo com o levantamento, o montante representa 7,1% de toda a atividade da construção civil no Nordeste, que alcançou R$ 83,3 bilhões no período. O setor também foi responsável pela manutenção de 32.551 postos de trabalho em 976 empresas em atividade no estado.
As empresas do segmento desembolsaram mais de R$ 1,01 bilhão em salários, retiradas e outras formas de remuneração. A remuneração média dos trabalhadores da construção civil potiguar foi equivalente a 1,7 salário mínimo, abaixo da média nacional do setor, que ficou em 2,1 salários mínimos.
A pesquisa mostra ainda que 864 das empresas atuantes possuem sede no próprio Rio Grande do Norte. Juntas, elas empregaram 29.027 trabalhadores e responderam por aproximadamente R$ 940 milhões em salários e remunerações, evidenciando a participação das companhias locais na atividade econômica do estado.
Entre os segmentos analisados, a construção de edifícios foi a principal responsável pela geração de valor no Rio Grande do Norte, representando 45,8% de toda a produção do setor. A categoria engloba edificações residenciais, comerciais e industriais, além de reformas, ampliações, manutenção predial e incorporações imobiliárias.
As obras de infraestrutura responderam por 39,9% do valor produzido, enquanto os serviços especializados para construção somaram 14,3%. Nesse grupo estão atividades como instalações elétricas e hidráulicas, pintura, acabamento e outros serviços complementares.
Segundo o analista do IBGE Marcelo Miranda, a predominância da construção de edifícios diferencia o Rio Grande do Norte do cenário nacional. No Brasil, as obras de infraestrutura lideraram a geração de valor da construção civil em 2024, com participação de 38,4%.
O especialista observa, entretanto, que a realidade potiguar não é uma exceção. Conforme os dados da pesquisa, a construção de edifícios também ocupou a primeira posição em dez unidades da federação, demonstrando a importância do mercado imobiliário em diferentes regiões do país.
O levantamento aponta ainda que o Rio Grande do Norte está entre os estados nordestinos com menor número de trabalhadores na construção civil. O estado ocupa a quarta posição entre os menores contingentes da região, à frente apenas de Sergipe, Piauí e Alagoas. Os trabalhadores potiguares representam 7,6% da mão de obra da construção civil nordestina, enquanto a Bahia lidera o ranking regional com 29,9% dos ocupados.
Em âmbito nacional, a indústria da construção movimentou R$ 522,5 bilhões em incorporações, obras e serviços em 2024. O indicador considera a produção efetivamente realizada durante o ano, independentemente do prazo total de execução dos empreendimentos.
A edição de 2024 da Paic marca o início de uma nova série estatística do IBGE. A mudança decorre da substituição da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) pelo eSocial na atualização do Cadastro Central de Empresas (Cempre), o que impede comparações diretas com levantamentos anteriores.
Considerada uma das principais referências para avaliação do setor, a pesquisa reúne informações sobre emprego, salários, receitas, custos, valor da produção e geração de renda. No Rio Grande do Norte, os números reforçam a importância da construção civil como atividade econômica geradora de empregos e responsável por movimentar bilhões de reais anualmente.











