
O Banco Central comunicou nesta quinta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que bloqueou as contas bancárias e os ativos financeiros da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A decisão, tomada na quarta-feira (4), ocorre após a expedição de mandado de prisão preventiva contra a parlamentar.
Além da medida financeira, a Câmara dos Deputados autorizou o afastamento de Zambelli por 127 dias, sendo sete por motivo médico e 120 por interesse particular. O pedido de licença foi feito após a deputada deixar o país e anunciar que enfrentaria um tratamento de saúde no exterior. Durante o afastamento, o suplente Coronel Tadeu (PL-SP) assumirá a vaga.
O bloqueio atinge não apenas contas bancárias, mas também:
- Transações via Pix
- Cartões de crédito
- Aplicações em fundos de investimento
- Previdência privada
- Cartas de consórcio
- Ouro
- Criptomoedas
- Verbas de gabinete
- Salário parlamentar
- Redes sociais da deputada e de seu filho, João Zambelli
Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão pela invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Segundo sua assessoria, ela desembarcou em Roma, na Itália, onde pretende permanecer por ter dupla cidadania.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a prisão preventiva ao Supremo, alegando que a parlamentar saiu do país para evitar o cumprimento da pena. Moraes atendeu ao pedido e também determinou a inclusão do nome da deputada na lista vermelha da Interpol.
Na decisão, o ministro alegou que a saída da deputada do Brasil prejudica a aplicação da lei penal. Também ordenou a abertura de inquérito para investigar os crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação.
Ao saber da viagem, o advogado Daniel Bialski deixou a defesa de Zambelli. O ministro então determinou que a Defensoria Pública da União (DPU) assuma a representação judicial da parlamentar.













