
A Defesa Civil de Natal determinou a remoção total do Baobá do Poeta, situado na Avenida São José, no bairro Lagoa Seca. A retirada, iniciada pelo Corpo de Bombeiros nesta quinta-feira (27), foi motivada por análises técnicas que identificaram risco elevado em manter a árvore em pé, comprometendo a segurança de quem vive ou circula pela área.
A decisão ocorre após sucessivos episódios envolvendo o baobá, especialmente o registrado em 15 de novembro, quando a queda de galhos levou à interdição de cinco imóveis vizinhos. Desde maio, especialistas como agrônomos, botânicos e engenheiros florestais vinham alertando para a presença de fungos, apodrecimento de tecidos e danos relevantes à estrutura do tronco, problemas monitorados com frequência e alvo de intervenções preventivas.
Responsável pelo espaço há cerca de um mês, a Empresa Vila lamentou a necessidade da retirada, afirmando que cumprirá integralmente as orientações dos órgãos públicos.
“A preservação da vida e da segurança da população é, para nós, prioridade absoluta. Sabemos o quanto essa árvore significa para a cidade, e por isso temos acompanhado cada etapa com cuidado e transparência, sempre em diálogo com as autoridades responsáveis. Lamentamos a sua retirada, entretanto, reafirmamos que não é uma decisão tomada de forma leviana”, destacou o diretor Nilo Vila.
Com aproximadamente quatro séculos, 19 metros de altura e seis metros de diâmetro, o Baobá do Poeta se consolidou como símbolo afetivo e histórico da capital potiguar. Em 1991, o exemplar quase foi derrubado para dar lugar a um edifício, mas foi preservado graças à iniciativa do escritor Diógenes da Cunha Lima, que adquiriu o terreno e garantiu a permanência da árvore.
O baobá também figura no imaginário cultural da cidade, com relatos de que Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, visitou Natal em 1939 e teria encontrado inspiração sob sua sombra. Em 2009, o engenheiro francês François d’Agay, sobrinho do escritor, visitou o local e registrou sua admiração pela árvore, reforçando o simbolismo que ela carregava para moradores e visitantes.
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