
Um eclipse solar total voltará a ser observado no céu na próxima quarta-feira (12), mais de dois anos após o último fenômeno desse tipo. O evento será visível em sua totalidade em áreas da Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e nordeste de Portugal, enquanto um eclipse parcial poderá ser acompanhado em regiões da Europa, África e América do Norte.
Segundo a NASA, o eclipse solar total ocorre quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra, projetando sua sombra sobre o planeta e bloqueando completamente a luz solar em uma faixa específica da superfície terrestre.
A faixa de totalidade terá aproximadamente 8.300 quilômetros de extensão. O fenômeno começará sobre a costa do Ártico por volta das 13h (horário de Brasília), seguirá próximo ao Polo Norte e cruzará a Groenlândia, a Islândia, Portugal e o norte da Espanha.
Na Groenlândia, a fase de totalidade poderá durar pouco mais de dois minutos. Já no norte da Espanha, a duração será de cerca de 20 segundos, dependendo das condições meteorológicas.
O eclipse também marcará um momento histórico para a Espanha continental. Será o primeiro eclipse solar total visível no país desde 1905 e o primeiro de uma sequência de três eclipses prevista até 2028, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).
A diretora de Ciência da ESA, Carole Mundell, destacou a importância do fenômeno para a divulgação científica.
“Um eclipse solar total é um daqueles raros momentos em que milhões de pessoas podem olhar para o céu juntas e sentir admiração e curiosidade. É um momento compartilhado que nos conecta ao Universo e nos lembra que o desejo de explorar e compreender é uma das maiores forças da humanidade”.
Onde será possível observar
A fase de totalidade poderá ser vista em:
- Groenlândia;
- Islândia;
- Norte da Espanha;
- Nordeste de Portugal.
Já o eclipse parcial será visível em áreas da:
- Europa;
- África;
- América do Norte.
Quem estiver fora da faixa de totalidade poderá acompanhar uma transmissão ao vivo promovida pela Agência Espacial Europeia a partir do Observatório Astrofísico de Javalambre, na Espanha.
Como observar com segurança
Especialistas alertam que nunca é seguro olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, exceto durante o curto período de totalidade, quando o disco solar está completamente encoberto pela Lua.
As recomendações incluem:
- Utilizar apenas óculos para eclipse certificados ou visor solar apropriado;
- Usar telescópios, binóculos e câmeras somente com filtros solares específicos;
- Não substituir os óculos para eclipse por óculos de sol comuns;
- Não utilizar equipamentos com filtros danificados, riscados ou rasgados;
- Evitar observar o Sol por dispositivos ópticos utilizando apenas óculos para eclipse, pois a concentração dos raios solares pode causar lesões graves nos olhos.
Oportunidade para a ciência
Além de proporcionar um espetáculo astronômico, o eclipse servirá para pesquisas científicas. Durante o evento, equipes pretendem lançar balões de alta altitude para registrar imagens da sombra da Lua e da atmosfera solar.
O experimento busca reproduzir observações realizadas em 1919, que ajudaram a confirmar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein ao demonstrar a curvatura da luz provocada pela gravidade do Sol.
Pesquisadores também incentivam a participação de cientistas cidadãos, que poderão construir instrumentos para medir alterações na atmosfera durante o período de escurecimento do céu.













