Em discurso na ONU, ministro Silvio Almeida defende a criação de um Estado Palestino livre - O Poti News

Em discurso na ONU, ministro Silvio Almeida defende a criação de um Estado Palestino livre

Silvio Almeida discursou da abertura da 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas. Foto: Ascom/MDHC.

Nesta segunda-feira (26), o ministro de Direitos Humanos e Cidadania do Brasil, Silvio Almeida, participou da 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU). Em seu discurso na abertura do evento, o ministro afirmou que defende a criação de um Estado Palestino para consolidar a paz na região.

A criação de um Estado Palestino livre e soberano, que conviva com o Estado de Israel, é condição imprescindível para a paz. Consideramos ser dever deste Conselho prestigiar a autodeterminação dos povos, a busca da solução pacífica dos conflitos e se opor de forma veemente a toda forma de neocolonialismo e de Apartheid”, disse Silvio.

O ministro também condenou a ocupação de Israel em Gaza, e os ataques do Hamas. “Não posso deixar de registrar nossa profunda indignação com o que acontece em gaza. Já em mais de uma oportunidade condenamos os ataques impetrados pelo Hamas e demandamos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns”, afirmou Almeida. “Também [aponto] nosso repúdio a flagrante desproporcionalidade do uso da força por parte do governo de Israel. Uma espécie de punição coletiva que já ceifou a vida de quase 30 mil palestinos, a maioria deles mulheres e crianças“, disse ainda.

Silvio Almeida também destacou a iniciativa da África do Sul na Corte Internacional de Justiça, que denunciou Israel por genocídio na Faixa de Gaza, que foi acatada pela Corte.

“Incitamos que Israel cumpra integralmente com as medidas emergenciais determinadas pelo tribunal [da ONU], no sentido que cessem as graves violações dos direitos humanos”, afirmou o ministro, que citou o artigo II da Convenção de 1948 sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio como justificativa a interrupção dos ataques.