
Nos últimos anos, o estado tem registrado invernos dentro da média, após um longo período de seca na década passada. Foto: O POTI
A Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), por meio de sua Unidade Instrumental de Meteorologia, apresentou nesta segunda-feira (2) o prognóstico climático para os meses de março, abril e maio. O levantamento indica que o estado deve registrar volumes de chuva dentro da normalidade, condicionados pela atuação de sistemas meteorológicos e pelo comportamento térmico das águas oceânicas.
De acordo com a análise técnica, a manutenção desse cenário favorável depende da continuidade do aquecimento no Atlântico Sul em paralelo ao resfriamento no Atlântico Norte, além da permanência do fenômeno La Niña em baixa intensidade no Oceano Pacífico. Sob essas condições, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema responsável pelas precipitações no período, deve atuar de forma regular sobre o território potiguar.
O meteorologista da EMPARN, Gilmar Bristot, explica que a configuração dos oceanos dita o ritmo das chuvas. Segundo ele, devido ao comportamento termodinâmico dos oceanos, “com fenômeno La Niña numa intensidade fraca, em atividade no Pacífico e Atlântico Norte um pouco mais aquecido que o Atlântico Sul, as chuvas máximas esperadas, entre os meses de março e maio, em cada mesorregião e para o Estado como um todo, estão apresentadas na tabela abaixo.”
As projeções detalhadas para o período indicam variações conforme a localidade:
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Março e Abril: Meses de maior pluviosidade no interior, com acumulados previstos entre 100 mm na região Agreste e volumes que superam os 200 mm no Alto Oeste.
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Maio (Mesorregião Leste): Expectativa de índices superiores a 200 mm.
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Maio (Agreste): Previsão de chuvas acima de 80 mm.
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Maio (Oeste e Seridó): Registros esperados entre 80 mm e 100 mm no Oeste, e de 50 mm a 80 mm no Seridó.
A transição prevista para o mês de maio marca o encerramento do período chuvoso nas regiões Oeste e Central. Nesse estágio, a ZCIT inicia seu deslocamento em direção ao Hemisfério Norte, permitindo que as chamadas instabilidades de Leste passem a atuar com maior frequência sobre as faixas litorânea e do Agreste potiguar.













