
Em participação no painel “Futuro do Trabalho” durante o evento IA na Indústria, o empresário Jonas Alves, fundador da JMT Serviços e Locação de Mão de Obra, fez um chamado enfático aos empresários: é preciso ir além da contratação obrigatória de jovens aprendizes e prepará-los para o futuro com domínio da inteligência artificial.
“A legislação obriga grandes empresas a contratarem jovens aprendizes. Mas não é suficiente abrir vagas. É preciso capacitá-los em competências digitais e mostrar como a inteligência artificial pode transformar seu trabalho e sua vida”, afirmou Jonas, em discurso direto que provocou reflexão no auditório da Casa da Indústria, em Natal.
A JMT, que atualmente emprega mais de 19 mil colaboradores no país, conta com cerca de 800 jovens aprendizes. Para o empresário, esses números representam mais do que uma meta legal. Segundo ele, trata-se de uma oportunidade estratégica de formar profissionais prontos para os desafios do ambiente digital.
“Não é apenas uma questão de inclusão social. É uma questão de competitividade. Quem investir na formação digital dos jovens vai sair na frente”, reforçou.
Jonas também pontuou que a IA não substitui pessoas, mas potencializa suas capacidades, direcionando os jovens para funções mais criativas e estratégicas nas empresas.

O painel também contou com o relato de Victor Ferreira, ex-estagiário e hoje consultor e especialista em inteligência artificial. Sua trajetória de crescimento inspirou os participantes.
“Eu sou prova de que investir em jovens é investir no futuro das empresas. As chances que recebi mudaram minha vida e agora posso ajudar outros a trilhar o mesmo caminho”, destacou.
Antes do painel, o público assistiu à palestra magna de Alberto Kastro, especialista em IA aplicada a negócios, que demonstrou como a tecnologia pode otimizar processos e eliminar retrabalho, reforçando o potencial transformador da IA nas rotinas corporativas.
Ao final do debate, a mensagem foi clara: formar jovens talentos e integrar a inteligência artificial às suas rotinas não são iniciativas isoladas, mas complementares. Como sintetizou Jonas Alves, “as empresas precisam decidir se vão apenas cumprir a lei ou liderar a formação de uma nova geração de talentos digitais”.













