
O percentual de famílias endividadas em Natal caiu para 82% em julho, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice representa aproximadamente 232,2 mil famílias da capital potiguar.
Apesar da redução, o nível de endividamento permanece elevado e pode limitar a capacidade de consumo das famílias. A avaliação é do Instituto Fecomércio RN (IFC), responsável pela análise dos dados no Estado.
Entre as principais modalidades de dívida mencionadas pelos consumidores estão o cartão de crédito, os carnês e o crédito consignado. A pesquisa aponta ainda que 36% dos entrevistados classificam o próprio nível de endividamento como moderado ou elevado.
Inadimplência recua em um ano
A parcela de famílias natalenses com contas ou dívidas em atraso chegou a 34,1% em julho. O resultado representa o menor percentual registrado para o mês desde 2019.
Em julho de 2025, 40,1% das famílias declaravam ter algum compromisso financeiro em atraso. A comparação representa uma redução de seis pontos percentuais em 12 meses.
Segundo o IFC, a queda anual indica uma busca maior dos consumidores pela regularização de pendências financeiras. Ainda assim, o índice de Natal permanece acima das médias registradas entre as capitais brasileiras e na Região Nordeste.
Os percentuais foram de:
- Natal: 34,1%;
- Capitais brasileiras: 29,8%;
- Nordeste: 31,2%.
Atrasos aumentam na comparação com junho
Embora a inadimplência tenha recuado em relação a julho do ano anterior, o indicador apresentou crescimento na comparação mensal.
Em junho, 23,2% das famílias de Natal informavam ter contas em atraso. Em julho, o percentual subiu para 34,1%, uma diferença de 10,9 pontos percentuais.
O resultado indica que parte relevante das famílias ainda enfrenta dificuldades para manter os compromissos financeiros em dia, mesmo diante da melhora registrada no intervalo de 12 meses.
Endividamento acompanha média das capitais
O percentual de famílias endividadas em Natal ficou no mesmo patamar da média das capitais brasileiras e abaixo da média registrada no Nordeste.
Para o IFC, a redução do endividamento combinada à queda da inadimplência em relação a julho de 2025 representa uma melhora das condições financeiras dos consumidores da capital potiguar.
Por outro lado, os indicadores ainda permanecem em níveis elevados, em um cenário de juros altos, o que pode restringir a capacidade de consumo e afetar o desempenho do comércio local.













