
Mesmo com os cuidados rotineiros com a pele do corpo e do rosto, uma região frequentemente negligenciada é o couro cabeludo. Segundo estudo publicado na revista científica Dove Medical Press, a área da cabeça e do pescoço, que representa apenas 9% da superfície corporal, concentra cerca de 20% dos casos de melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.
Para a docente do curso de Estética da Estácio, Maria Cecília Barbosa, a ideia de que o cabelo protege suficientemente contra o sol é equivocada.
“O couro cabeludo acaba sendo mais sensível, na verdade, devido à ausência de proteção. Achamos que apenas o cabelo já protege, mas não é o caso”, explica.
A exposição solar excessiva pode causar queimaduras na região, com sintomas como vermelhidão, sensibilidade intensa e descamação. Em situações mais graves, os danos vão além do desconforto imediato, representando risco à saúde, especialmente para pessoas calvas ou com fios finos.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta que quem tem menor cobertura capilar está mais propenso a lesões, já que a pele recebe maior incidência direta de raios solares. Isso reforça a importância de medidas de proteção específicas durante a exposição ao sol.
Proteção deve ser diária
Maria Cecília orienta que a prevenção deve fazer parte da rotina, principalmente nos dias de maior incidência solar. “É fundamental usar protetor solar e não esquecer de reaplicar ao longo do dia. Bonés, chapéus e viseiras também são aliados importantes”, reforça.
Mesmo quem tem cabelos volumosos deve adotar cuidados adicionais, incluindo protetores específicos para os fios e para o couro cabeludo, especialmente ao permanecer ao ar livre por períodos prolongados.
“Com as altas temperaturas, é fundamental ampliar o olhar para áreas mais sensíveis, como o couro cabeludo. Incluir essa região na rotina de cuidados é uma estratégia de prevenção. Quando falamos em saúde da pele, proteção nunca é excesso, é prioridade”, finaliza a especialista.













