
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte desenvolveram um estudo internacional que investiga o uso de materiais bidimensionais na detecção rápida de moléculas derivadas de DNA. O trabalho foi publicado na revista científica ACS Nano Medicine.
A pesquisa é liderada pelo professor Bruno R. Carvalho, do Departamento de Física, em colaboração com a Tsinghua University e com apoio teórico de cientistas da Universidade Federal de Ouro Preto.
O estudo analisa o uso do dissulfeto de molibdênio (MoS₂), um material semicondutor ultrafino com espessura de poucos átomos, na construção de biossensores de alta sensibilidade. Na prática, o material é exposto a soluções com moléculas derivadas de DNA, que ao interagirem com sua superfície provocam alterações eletrônicas conhecidas como dopagem.
Essas mudanças são identificadas por meio da espectroscopia Raman, técnica baseada no uso de laser para analisar variações nos modos vibracionais dos átomos. Com esse método, os pesquisadores conseguem detectar a presença das moléculas em poucos segundos.
Segundo os responsáveis pelo estudo, embora o foco principal esteja na compreensão dos mecanismos físicos envolvidos, os resultados indicam possibilidades para o desenvolvimento de biossensores portáteis. As aplicações incluem diagnósticos médicos mais rápidos e monitoramento ambiental.
O grupo da UFRN atua na área de nanomateriais e espectroscopia óptica, com pesquisas voltadas às propriedades eletrônicas e ópticas de materiais ultrafinos. De acordo com o coordenador, os avanços contribuem para o desenvolvimento de novas tecnologias de detecção e para a ampliação do conhecimento científico na área.













