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Estudo da UFRN revela que mulheres trabalham mais horas que homens ao longo da vida, mesmo com menor jornada remunerada

Pesquisa mostra que, ao considerar trabalho pago e doméstico, mulheres acumulam até 40 anos equivalentes em 35 de trajetória, ampliando desigualdades no acesso à aposentadoria

por Redação
12/12/2025
em Cidades
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Trabalho de casa obriga que mulheres tenham dupla e até três jornadas ao longo do dia. Foto: Canva/Pexels.

Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), publicada na revista Política Hoje, aponta que a paridade nas regras de aposentadoria entre homens e mulheres não corresponde às diferenças reais de carga de trabalho entre os dois grupos. O estudo mostra que, apesar de terem menor jornada remunerada, as mulheres acumulam mais horas totais de trabalho ao longo da vida devido à responsabilidade quase exclusiva pelos afazeres domésticos.

Com base na PNAD 2014, as pesquisadoras Luana Myrrha, docente do PPGDem/UFRN, e a demógrafa Fernanda Felix calcularam o tempo dedicado ao trabalho pago e às atividades domésticas. Os dados indicam que as mulheres trabalham cerca de 15% menos horas remuneradas que os homens, mas dedicam 128% a mais do seu tempo às tarefas do lar.

Ao somar as duas frentes, a pesquisa revela que as mulheres trabalham, em média, 59 horas semanais, enquanto os homens somam 51,5 horas. A diferença de 7,5 horas por semana representa 358 horas anuais a mais, o equivalente a 30 dias úteis extras. Em projeção de longo prazo, o estudo estima que, em 35 anos, as mulheres acumulam horas equivalentes a 40 anos de trabalho masculino.

Desigualdades ampliadas por renda, escolaridade e filhos

A pesquisa detalha como a carga total de trabalho cresce em determinados recortes socioeconômicos. Entre os exemplos:

  • Mulheres com trabalho formal: 506 horas anuais a mais que homens na informalidade.
  • Mulheres com filhos menores de 14 anos: 501 horas a mais que homens com filhos de idades variadas.
  • Mulheres com renda entre um e dois salários mínimos: 636 horas anuais a mais que homens que recebem até um quarto de salário mínimo.

A comparação entre perfis extremos também expôs diferenças expressivas. Mesmo quando o homem possui alto nível de escolaridade, renda elevada e emprego formal, e a mulher apresenta condições socioeconômicas medianas, a carga total feminina segue maior: 388 horas a mais por ano.

Interseção com raça

O estudo mostra que a desigualdade de gênero se mantém mesmo quando se controla a variável racial. Entre os que acumulam menor carga total, estão os homens pretos e pardos (51,35 horas semanais). Já as mulheres brancas apresentam as maiores jornadas (59,12 horas), uma diferença de quase 8 horas por semana, ou 373 horas anuais.

Segundo as autoras, a predominância de mulheres brancas no emprego formal contribui para a contabilização mais rígida das horas trabalhadas, sem reduzir a responsabilidade doméstica.

Impactos na aposentadoria

A pesquisa analisou mais de 64 milhões de indivíduos e simulou cenários previdenciários. Em um modelo que estabelece 40 anos de contribuição iguais para homens e mulheres, as pesquisadoras calculam que, considerando toda a carga de trabalho (remunerado + doméstico), as mulheres teriam de trabalhar o equivalente a 45,8 anos na métrica masculina.

O estudo lembra que a Constituição de 1988 incorporou uma compensação de cinco anos para as mulheres na previdência, reconhecendo a dupla jornada. No entanto, reformas que aproximam as regras tendem a aumentar a vulnerabilidade econômica delas na velhice, especialmente porque as mulheres são maioria entre os idosos e recebem benefícios menores.

“A simples dupla jornada já justificava a diferença anterior de cinco anos”, apontam as autoras. Sem políticas que enfrentem as causas da desigualdade, alertam, a tendência é ampliar a pobreza entre mulheres idosas.

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