
A Rua João Pessoa, no Centro Histórico de Natal, será ocupada por uma intensa programação cultural neste sábado (31), com a realização do Cine-Cidade Discola. O evento propõe uma vivência que atravessa o dia inteiro, reunindo discotecagem, rodas de conversa e sessões de cinema ao ar livre, com foco na relação entre cidade, memória e audiovisual — especialmente o cinema potiguar.
As atividades começam a partir das 9h, com discotecagem contínua durante toda a manhã e a tarde. DJ Carlota abre a programação comandando o som nas primeiras horas do dia, seguida por Dan Cunha, enquanto Augusto encerra a parte musical com um set no fim da tarde, em clima de pôr do sol. A proposta é incentivar o público a chegar cedo e permanecer no espaço ao longo de todo o dia.
Além da música, o evento aposta no diálogo e na reflexão sobre a cidade. Às 10h, acontece a roda de conversa “A Cidade em Cartaz: Memórias dos Cinemas de Rua”, que aborda a importância histórica das salas de exibição como espaços de convivência urbana. Já às 15h, o debate “Cidade Viva: Patrimônio e Permanência” discute o uso contínuo dos espaços históricos e a preservação da memória coletiva.
Exibições cinematográficas
A partir das 18h, têm início as exibições cinematográficas, que seguem até as 21h. A primeira delas é a Sessão Compacto – A Cidade em Curtas, dedicada à valorização do cinema potiguar, com a exibição de três produções locais.
- “Mundo 01”, da Casa da Praia Filmes, percorre a história da cidade no espaço e no tempo a partir de personagens que habitam as ruas de Natal.
- “A Maré”, produção da Rabico Produções, conduz o público a uma reflexão sobre o Rio Potengi, destacando as histórias e vivências de quem convive com o movimento das marés.
- Já “Enquanto Cidade Sempre Nova”, da Casa Quatro Seis, apresenta uma Natal que se constrói e se reconstrói continuamente pelas lentes do cinema.
Na sequência, o público confere a Sessão Long Play – Onde o Cinema Mora, com a exibição de “Retratos Fantasmas”, de Kleber Mendonça Filho. O longa estreou no Festival de Cannes em 2023, integrou a lista de melhores filmes do ano do The New York Times e foi escolhido para representar o Brasil no Oscar de 2024.
O documentário revisita a rotina de ida ao cinema na cidade do Recife ao longo do século XX, período em que as salas de exibição também funcionavam como espaços centrais de convivência social. Segundo o diretor, “É um filme sobre a nossa relação com as cidades, nossa percepção dos processos de transformação, da metamorfose do lugar em que moramos.”
Produzido pelo Discol e Lado B, com parceria do projeto Aqui Já Existiu Cinema, o Cine-Cidade Discola acontece em frente ao antigo Cine Nordeste e é gratuito.
O evento é uma realização da Fundação José Augusto, da Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, em parceria com o Sistema Nacional de Cultura, a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o Ministério da Cultura e o Governo Federal.
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