
O Governo do Estado do Rio Grande do Norte inaugurou, na última sexta-feira (26), a exposição “Feito Potiguar: Identidade e Memória das Artes Visuais do RN”, no Palácio Potengi, sede da Pinacoteca do Estado, no bairro da Cidade Alta, em Natal. A mostra, que tem entrada gratuita, segue aberta ao público até o dia 30 de novembro, com funcionamento também aos sábados e domingos, das 9h às 16h.
Reunindo 51 obras de arte, sendo 36 do acervo estadual, muitas inéditas ao público, a exposição presta homenagem à trajetória e aos grandes nomes das artes plásticas potiguares. A visita é gratuita, mediante pagamento simbólico de R$ 1 para acesso ao parque onde está localizada a Pinacoteca.
Um retrato da arte potiguar
Com curadoria do escritor e procurador Manoel Onofre Neto, a exposição integra o movimento “Feito Potiguar” — uma iniciativa da Fundação José Augusto (FJA), em parceria com o Sebrae-RN e o Conselho Estadual de Cultura (CEC) — que busca valorizar a produção cultural genuinamente norte-rio-grandense.
“Em nome do Governo do Estado, enaltecemos e valorizamos iniciativas como essa, que possibilitam a exposição ao público das obras da coleção estadual”, afirmou Gilson Matias, diretor da FJA.
Entre os destaques da mostra está a tapeçaria “Cidade”, do artista Dorian Gray, produzida em 1980 e restaurada especialmente para a exposição. A peça, que mede 1,8m por 4m, estava fora de exibição desde que foi retirada do antigo prédio do Bandern, extinto banco estadual.
Outros nomes importantes que compõem o acervo são Newton Navarro, Xico Santeiro, Erasmo Xavier, Moura Rabello, Maria do Santíssimo, Leopoldo Nelson, Zaíra Caldas, entre outros artistas fundamentais na formação da identidade visual do estado.
Do passado ao presente
A mostra traça uma linha do tempo que começa em 1870, com uma obra do pintor Joaquim Fabrício, discípulo da Academia Imperial de Belas Artes, resgatada com o apoio de tecnologias de inteligência artificial. O percurso termina com homenagens póstumas a Célia Albuquerque e Vatenor, ambos falecidos recentemente, reforçando o elo entre passado e presente na produção artística do RN.
“O acervo é um patrimônio que precisa ser acessado e conhecido. É fundamental permitir que novas gerações conheçam e se apropriem da arte potiguar”, destacou Manoel Onofre Neto, curador da mostra.
Além da exposição, o público poderá participar de visitas guiadas, rodas de conversa e ações educativas ao longo do período de exibição.
Sobre o Palácio Potengi
O edifício histórico foi restaurado e reaberto ao público em 2021, após quatro anos fechado. Construído entre 1866 e 1873, o Palácio funcionou como sede do Governo Estadual até 1995 e hoje abriga a Pinacoteca Potiguar, um dos principais centros de preservação e divulgação da cultura do estado.
Festival de Cinema de Baía Formosa abre categoria exclusiva para estudantes do IFRN













