
Todos os estados nordestinos conseguiram reduzir a insegurança alimentar, especialmente em sua forma mais grave: a fome. A afirmação é da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, feita nesta quarta-feira (17), em Brasília, durante a entrega do Prêmio Brasil Sem Fome, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
O prêmio federal reconhece estados que atingiram metas e implementaram estratégias eficazes para diminuir a fome no país. A solenidade destacou experiências e políticas públicas que contribuíram de maneira concreta para enfrentar a insegurança alimentar, valorizando ações inovadoras que fortalecem o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Representando o Consórcio Nordeste, Fátima Bezerra celebrou os resultados da região: “O crescimento do número de domicílios em situação de segurança alimentar e nutricional no Nordeste foi superior à média nacional. Isso demonstra que, quando o Estado chega, a vida melhora”.
A governadora ressaltou que a fome não pode ser encarada apenas como estatística. “Sair do Mapa da Fome significa dizer que milhões de brasileiros e brasileiras voltaram a ter o direito básico de comer todos os dias. Significa dizer que a fome deixou de ser destino e voltou a ser enfrentada como aquilo que ela é: uma injustiça social que pode e deve ser superada pela ação do Estado. O Brasil que sai novamente do Mapa da Fome não é fruto do acaso. É resultado de escolhas”, acrescentou.
No Rio Grande do Norte, políticas públicas implementadas pelo governo estadual posicionaram o estado como líder do Nordeste em segurança alimentar. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínuas (PNAD/IBGE) de 2024, 70,6% dos domicílios potiguares estão em situação de segurança alimentar, o melhor índice entre os nove estados da região.
Entre as principais ações do RN, destacam-se o Programa Leite Potiguar, que atende aproximadamente 72 mil famílias em todos os municípios, oferecendo cinco litros de leite por semana, especialmente a crianças, gestantes, nutrizes e idosos, e o Restaurante Popular, com 113 unidades em 56 cidades, fornecendo diariamente 38 mil refeições a preços simbólicos.
A nível nacional, a insegurança alimentar grave recuou de 4,1% para 3,2% entre 2023 e 2024, segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA) do IBGE. No Rio Grande do Norte, esse índice caiu de 4,9% para 3,9%, ficando abaixo da média nordestina, que é de 4,8%.
“Queremos, aqui, reafirmar nosso compromisso de seguir lado a lado com o governo federal, com a sociedade civil e os estados, para que o Brasil nunca mais volte ao mapa da fome. Para que a fome, nunca mais, seja naturalizada e para que a pobreza nunca mais seja invisibilizada. Sigamos na luta por um mundo sem fome, com democracia e justiça social”, finalizou a governadora.
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