
As férias escolares de julho devem ampliar o movimento em bares e restaurantes no Rio Grande do Norte, com expectativa de aumento no faturamento para a maioria dos estabelecimentos. Apesar da perspectiva positiva, empresários avaliam que o reforço nas vendas não será suficiente para reverter o cenário financeiro enfrentado pelo setor.
Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Norte (Abrasel-RN) indica que 66% dos empresários esperam crescimento nas vendas durante o mês de julho. Entre eles, 44% estimam um avanço de até 20% em relação a um período considerado normal.
Mesmo com a projeção favorável para as férias, os números mais recentes revelam dificuldades financeiras. Segundo a pesquisa, apenas 28% das empresas encerraram o mês de maio com lucro. Outros 47% registraram equilíbrio nas contas, enquanto 24% fecharam o período com prejuízo.
O levantamento também aponta que 43% dos estabelecimentos possuem contas em atraso, principalmente relacionadas ao pagamento de tributos federais e estaduais.
De acordo com o presidente da Abrasel-RN, Thiago Machado, o incremento esperado nas receitas representa um alívio momentâneo, mas não resolve os problemas acumulados pelo segmento. “As dívidas são muito altas”, afirmou.
Além do endividamento, empresários enfrentam desafios como o aumento dos custos operacionais, a inflação dos insumos, as despesas com segurança privada e a dificuldade para reajustar os preços dos cardápios sem comprometer a demanda. Diante desse cenário, muitos estabelecimentos têm investido em novos produtos, revisão de processos internos e medidas para ampliar a eficiência operacional.
Hotelaria também projeta maior movimento
O setor hoteleiro do Rio Grande do Norte também trabalha com expectativa de crescimento durante o mês de julho. Entidades ligadas à atividade estimam taxa média de ocupação entre 62% e 65%, com possibilidade de alcançar 70% na segunda quinzena, período tradicionalmente marcado pelo aumento no fluxo de turistas.
Apesar das projeções positivas para as férias, representantes do setor avaliam que desafios estruturais permanecem. Entre eles, estão a dificuldade de acesso ao crédito e a necessidade de um ambiente tributário mais favorável para garantir maior estabilidade às empresas após o encerramento da alta temporada.













