
A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) promoveu uma reunião com representantes da Prefeitura do Natal, da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da empresa Turc Operações Marítimas para discutir o projeto de acesso rodoviário ao Terminal Pesqueiro de Natal (TPN), localizado no bairro da Ribeira. A proposta, elaborada pela CBTU, tem como objetivo garantir a infraestrutura necessária para o pleno funcionamento do terminal, que há anos aguarda sua conclusão.
Durante o encontro, o presidente da FIERN, Roberto Serquiz, destacou o diálogo produtivo com o município e a relevância do projeto para o desenvolvimento econômico local.
“O projeto foi muito bem recebido pela Prefeitura, que vai se debruçar sobre as opções apresentadas para que possamos avançar e dar oportunidade de o Porto Pesqueiro de Natal se transformar, efetivamente, em uma ferramenta de desenvolvimento. O futuro da Ribeira navega pelo Porto Marítimo e pelo Porto Pesqueiro”, afirmou Serquiz.
Representando o prefeito Paulo Freire, o secretário municipal de Governo, Sérgio Freire, reforçou o papel estratégico do terminal para a economia da capital.
“Um importante instrumento de desenvolvimento que está em nossas mãos”, declarou.
Também estiveram presentes o gerente de Planejamento e Engenharia da CBTU, Carlos Linhares, e o arquiteto Nicolas Lima, que apresentaram detalhes técnicos sobre a proposta de acesso e integração logística da área.
Terminal Pesqueiro de Natal
Localizado ao lado da sede da CBTU, o Terminal Pesqueiro de Natal é apontado como peça-chave para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca no Rio Grande do Norte. O empreendimento possui capacidade para movimentar até 4.460 toneladas de pescado por ano.
Iniciada em 2009, a obra chegou a 95% de execução, mas foi interrompida em 2010, antes da instalação dos equipamentos de manipulação, processamento e refrigeração.
O projeto original inclui:
- Um cais de atracação com 305 metros de comprimento;
- Galpões para recepção e processamento do pescado;
- Área administrativa e posto de abastecimento;
- Fábrica de gelo com capacidade de 60 toneladas por dia;
- Estrutura frigorífica e espaços destinados a órgãos fiscalizadores.













