
O projeto audiovisual “Filho do Vento” está em desenvolvimento para se tornar um longa-metragem de ficção que explora, de forma poética e sensível, os impactos da energia eólica no Rio Grande do Norte e na Paraíba. Com apoio do Edital de Fomento Audiovisual Potiguar, a obra busca refletir sobre as transformações sociais, ambientais e culturais provocadas pela expansão dos complexos eólicos no semiárido nordestino.
A narrativa pretende investigar como a instalação de usinas eólicas altera não apenas a paisagem, mas também as dinâmicas sociais, afetivas e culturais das comunidades locais. Sem adotar um tom panfletário, o projeto propõe uma reflexão sobre a necessidade de que fontes de energia consideradas limpas e sustentáveis respeitem protocolos ambientais e sociais, especialmente em regiões sensíveis como a caatinga.
Como etapa central da criação do roteiro, os cineastas realizaram viagens de pesquisa de campo para ouvir moradores e observar diretamente os territórios impactados. Entre os locais visitados estão Parelhas (Sítio Algodão e Sítio Várzea do Barro), Cerro Corá (Serra da Rajada e Serra Verde), Lagoa Nova (Comunidade Quilombola Macambira), Nova Palmeira (PB, Comunidade Alagamar) e Santa Luzia (PB, Complexos Eólicos Canoas e Chafariz e Comunidade Quilombola do Talhado).
“A pesquisa priorizou o contato direto com os moradores, a coleta de relatos e a observação das paisagens naturais e sociais, reunindo vivências que subsidiaram a construção de uma narrativa ficcional comprometida com a realidade dos territórios visitados”, explicam os roteiristas.
Após a fase de pesquisa, o projeto avançou para as viagens de escrita, com encontros criativos realizados em Caicó (RN) e Serra da Raiz (PB), que resultaram no primeiro tratamento do roteiro, no aprofundamento dos personagens e do universo do filme, além da avaliação da viabilidade financeira do longa.
O roteiro é assinado pelos cineastas Torquato Joel, Manoel Batista e Ed Junior, e a realização é da Agência Referência. O projeto contou com apoio da Deputada Federal Natália Bonavides, da Fundação José Augusto, da Secretaria Estadual de Cultura e do Governo do Rio Grande do Norte, por meio do Edital de Fomento Audiovisual Potiguar.
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