
O senador Flávio Bolsonaro embarcou para os Estados Unidos na noite deste domingo (24) com expectativa de se reunir com o presidente norte-americano Donald Trump na terça-feira (26). Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, ainda não há confirmação oficial da Casa Branca sobre o encontro.
De acordo com integrantes da pré-campanha do parlamentar do PL, o convite para a reunião teria sido enviado por e-mail ao gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado na semana passada. A equipe informou que a autenticidade da comunicação precisou ser verificada antes da confirmação da viagem.
A possível agenda entre Flávio e Trump ocorre em meio à repercussão envolvendo contatos do senador com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Conforme divulgado anteriormente, Flávio teria buscado apoio para o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Aliados do senador avaliam que a reunião com Trump pode fortalecer a imagem do pré-candidato na disputa presidencial de 2026 e ajudar a reposicionar o debate político após a repercussão do caso envolvendo Vorcaro.
A articulação do encontro teria contado com participação do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, que mantém interlocução com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente residente nos Estados Unidos.
Nos bastidores, integrantes da equipe de Flávio consideram a agenda estratégica após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Casa Branca, realizada recentemente. A avaliação é de que um registro do senador ao lado de Trump pode ampliar a mobilização de apoiadores e reforçar a imagem de interlocução internacional do parlamentar.
Segundo a CNN Brasil, Flávio Bolsonaro também vem mantendo conversas com diplomatas que integraram o governo de Jair Bolsonaro para preparação da agenda. Entre os temas que podem entrar na pauta estão tarifas comerciais, minerais críticos, atuação das big techs e combate ao crime organizado.
Em entrevista à CNN, o senador afirmou que pretende conduzir a política externa brasileira com foco pragmático, caso seja eleito presidente. “Minha condução na política externa vai ser pragmática, a favor do povo brasileiro. Não tenho problema nenhum de sentar para conversar com os Estados Unidos ou com a China, sentar com Israel ou outros países do Oriente Médio, sempre pensando no que for melhor para o Brasil”, declarou.













