
O Governo do Rio Grande do Norte, por meio do Comitê de Acompanhamento Hídrico, deverá finalizar até a próxima semana o Plano de Ações para convivência com a seca, após reunião realizada na manhã desta quinta-feira (21). Também será definida a necessidade e abrangência de um decreto de situação de emergência, que visa agilizar a resposta às adversidades causadas pela estiagem.
O agravamento da escassez hídrica nas regiões Seridó, Central e Oeste levou 75 municípios potiguares a decretarem emergência. Atualmente, 70 municípios recebem apoio da Operação Carro-Pipa, do Governo Federal. A medida antecipada reduzirá a burocracia e permitirá maior rapidez na execução dos socorros.
Ações previstas e prioridades
O plano elaborado contempla uma ampla gama de iniciativas, incluindo subsídios para compra de ração animal, crédito rural, investimentos em infraestrutura e estratégias logísticas para abastecimento humano, dessedentação animal e atividades agrícolas.
Em execução, o Estado trabalha em várias frentes, como perfuração de 500 poços artesianos até 2026 e a construção de quase 500 cisternas. As intervenções visam mitigar os efeitos do período seco imediato e estruturar soluções de longo prazo.
O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Paulo Varella, sublinha o caráter contínuo da resposta diante da baixa recarga dos reservatórios em 2025. Segundo ele, “o planejamento considera quais medidas precisamos adotar neste momento, e que tenham alcance além de dezembro deste ano”.
Investimentos estruturantes em segurança hídrica
O Estado vem executando um dos mais robustos programas de água da sua história, com ações como:
- Construção do Complexo Hidrossocial Oiticica, em Jucurutu, que envolve barragem, três agrovilas e reassentamentos com investimento de R$ 893 milhões, beneficiando cerca de 1,8 milhão de pessoas.
- Implantação de quase 1.300 km de adutoras, recuperação de 28 açudes e barragens, e instalação de mais de 140 dessalinizadores.
- Após um esforço junto ao Governo Federal, o RN obteve quase 2.500 cisternas, com capacidade para 16 mil litros cada, priorizando 1.740 famílias chefiadas por mulheres e 747 famílias de povos tradicionais (indígenas, quilombolas, ribeirinhos e pescadores).
- Obras adicionais: recuperação do Canal Pataxó (9,4 km), Programa Seridó (atendendo 400 mil pessoas), PISF – Ramal do Apodi e a Adutora Apodi-Mossoró, com testes previstos para o 2º semestre de 2025.
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