
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta terça-feira (13), durante o programa Bom Dia, Ministro, que o Governo Federal está desenvolvendo duas novas plataformas digitais com foco em estudantes do ensino médio e na promoção da leitura. As iniciativas, chamadas MEC Enem e MEC Livros, fazem parte de uma estratégia nacional para fortalecer a educação e a alfabetização no Brasil.
Segundo o ministro, a primeira ferramenta, o MEC Enem, será voltada à preparação dos jovens para o Exame Nacional do Ensino Médio.
“A primeira é o MEC Enem. Ela vai permitir que o aluno, o jovem, possa se preparar para o Enem. Inclusive fazer a redação e a própria plataforma corrigir. Vai ser um estímulo”, afirmou Camilo Santana durante a entrevista.
Já a segunda novidade, batizada de MEC Livros, tem o objetivo de incentivar o acesso à leitura por meio de uma biblioteca digital acessível por QR Codes instalados em espaços públicos, como terminais de ônibus e unidades de saúde. A iniciativa surge em um contexto preocupante, revelado pela 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil: o país perdeu cerca de 7 milhões de leitores em quatro anos e, pela primeira vez, há mais não leitores do que leitores entre os brasileiros.
“O MEC Livros é uma plataforma de acesso à leitura de livros digitais. Vai permitir estimular a leitura. Você está em uma parada de ônibus, bota lá o QR Code e vai ter acesso a uma biblioteca digital. Vai estar em um posto de saúde esperando ser atendido e vai ter o acesso”, detalhou o ministro. “Vamos começar a estimular lá na alfabetização, por isso o cantinho da leitura na escola. Mas, também, estimular o brasileiro a deixar o celular de lado e ter acesso ao livro, à leitura. Seja digital ou em papel.”
Compromisso com a alfabetização
Durante a entrevista, Santana também reforçou o empenho do governo federal com a alfabetização infantil, citando o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada como uma das prioridades da atual gestão.
“Uma das primeiras ações no Ministério foi criar o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Quando uma criança não aprende a ler e escrever na idade certa, isso compromete todos os anos da educação básica. Aumenta a distorção, a reprovação, o abandono escolar”, afirmou.
A política conta com metas definidas até 2030, firmadas em colaboração com estados e municípios. O ministro destacou que o programa já recebeu R$ 1,4 bilhão em investimentos, incluindo capacitação de professores, distribuição de material pedagógico, criação de “cantinhos da leitura” e aquisição de livros.
“Pela primeira vez, estamos fazendo a avaliação censitária por aluno, por escola, por município. Isso nos dá condições para traçar estratégias importantes sobre onde devemos agir”, explicou.
Resultados e metas
Camilo Santana também divulgou números sobre os avanços na alfabetização. “Pegamos o Brasil com 36% em 2022. Só 36% da alfabetização de crianças que sabiam ler e escrever na idade certa. Conseguimos ampliar em 2023 para 56%. A meta no ano passado era 60% e chegamos a 59,2%”, relatou, citando as enchentes no Rio Grande do Sul como fator que impediu o alcance total da meta.
Para o ministro, o programa de alfabetização é um dos mais relevantes do governo. “Para mim, esse é um dos mais importantes programas do Presidente Lula, porque está olhando para o futuro, para garantir a permanência e a boa aprendizagem das crianças brasileiras.”
*Com Informações da Secretaria de Comunicação Social
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