
O governo federal anunciou a conclusão do estudo de planejamento que permitirá a realização do leilão de transmissão do corredor expresso Bipolo Nordeste 2. O projeto, com 2.500 km entre Angicos (RN) e Itaporanga 2 (PR), é considerado estratégico para ampliar o escoamento da energia renovável gerada no Nordeste.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), trata-se do primeiro sistema em tecnologia VSC de longa distância no Brasil, considerado um avanço tecnológico e um marco na integração de grandes blocos de energia. A tecnologia viabiliza controle preciso de potência, menor perda elétrica e maior estabilidade no transporte de energia eólica e solar.
A governadora Fátima Bezerra, que vinha cobrando a inclusão da obra nos investimentos federais e defendendo sua urgência como presidenta do Consórcio Nordeste, comemorou o anúncio.
“A expansão das linhas de transmissão é essencial para consolidar novos projetos de produção de energia eólica e fotovoltaica no Rio Grande do Norte e no Nordeste. Já produzimos um volume expressivo de energia que precisa ser escoado de maneira contínua e segura”, afirmou.
O MME prevê que a nova interligação Nordeste–Sul aumentará a capacidade de exportação de energia da região, passando dos 13 GW previstos para 2025 para 24 GW em 2035. A estimativa é permitir até 60 GW de potência instalada em geração eólica e solar no Norte e Nordeste.
Impactos para o RN
Para o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, as obras em andamento, incluindo compensadores síncronos, reforçarão a segurança do sistema elétrico e abrirão espaço para novos investimentos.
“Isso irá viabilizar mais de 60 GW de potência instalada em geração eólica e solar no RN e região Nordeste, trazendo bilhões de reais em investimentos”, declarou.
Os estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontaram Angicos como região mais adequada para o terminal emissor e Itaporanga, no Paraná, como o melhor local para o terminal receptor.
Hugo descreve o Bipolo Nordeste 2 como uma “via expressa” de energia, projetada para transportar grandes blocos de eletricidade em alta eficiência, ligando o Nordeste ao Sul do país por meio de corrente contínua.
O ministro Alexandre Silveira destacou o papel estratégico da obra na transição energética nacional.
“Também garante mais segurança e resiliência operativa, além de fomentar a competitividade industrial, com suporte à nova economia verde, à produção de hidrogênio de baixa emissão e à instalação de data centers”, explicou.













