
O Abono Salarial PIS-Pasep 2026 inicia os pagamentos nesta segunda-feira (16) para os trabalhadores nascidos em janeiro. O benefício, referente ao ano-base 2024, seguirá um calendário escalonado que se estende até 30 de dezembro, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. A consulta pode ser realizada pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou pelo portal Gov.br.
Nesta primeira fase, o governo federal libera aproximadamente R$ 2,5 bilhões. Ao todo, o programa deve contemplar cerca de 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada e 217,2 mil servidores públicos, totalizando R$ 32,3 bilhões em pagamentos distribuídos ao longo do ano.
Segundo a especialista em questões trabalhistas e previdenciárias Anna Karenina Dantas, diretora da DPi, a liberação escalonada exige atenção dos beneficiários.
“Muita gente tem direito ao abono, mas acaba não recebendo por falta de informação ou por inconsistências cadastrais. Consultar a Carteira de Trabalho Digital é essencial para não perder o prazo”, alerta.
O valor do abono varia conforme o tempo de trabalho no ano-base e é calculado a partir do salário mínimo vigente, dividido por 12 e multiplicado pelos meses trabalhados em 2024. Neste ano, o benefício pode variar de R$ 136 a R$ 1.621.
“O abono não é um valor fixo para todos. Ele reflete o tempo efetivamente trabalhado, o que ainda gera dúvidas frequentes entre os beneficiários”, explica Karenina.
Têm direito ao Abono Salarial os trabalhadores cadastrados no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que tenham recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no período trabalhado, exercido atividade remunerada por no mínimo 30 dias em 2024 e estejam com os dados do vínculo empregatício corretamente informados no eSocial.
Para consultar se tem direito ao abono salarial, o trabalhador deve:
- Baixar ou atualizar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital;
- Fazer login com a senha do Gov.br;
- Acessar o menu “Benefícios” e, em seguida, “Abono Salarial”.
Em caso de dúvidas, é possível buscar orientação nos canais do Ministério do Trabalho e Emprego, nas superintendências regionais ou pela central Alô Trabalho, pelo telefone 158.
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