
O governo federal iniciará, na próxima semana, a redução gradual do subsídio concedido à gasolina. A informação foi anunciada nesta quinta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que informou que o benefício atual, de R$ 0,44 por litro, começará a ser reduzido de forma parcial. O percentual do corte inicial, no entanto, não foi divulgado.
Segundo o ministro, a decisão foi motivada pela redução dos preços internacionais do petróleo. Apesar disso, Durigan afirmou que ainda há incertezas sobre a evolução do mercado internacional e o retorno dos preços aos níveis registrados antes da guerra. A meta do governo é eliminar o subsídio aos combustíveis nos próximos meses.
A medida foi anunciada poucos dias após o governo reduzir o subsídio ao diesel. Na terça-feira (30), foi encerrado o benefício de R$ 0,35 por litro destinado ao combustível. Na mesma ocasião, a Petrobras reduziu o preço do diesel na mesma proporção, sem que a diminuição fosse repassada ao consumidor final.
Sobre a gasolina, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou na quarta-feira (1º) que ainda não há condições para uma redução no preço do combustível. Segundo ela, a política da estatal considera a tendência do mercado internacional, mas evita transferir integralmente as oscilações de preços para os consumidores.
Mesmo com o início da redução do benefício à gasolina, o governo federal mantém a subvenção ao diesel no valor de R$ 1,12 por litro. Até o fim de junho, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) havia autorizado aproximadamente R$ 2,2 bilhões em pagamentos relacionados a esse benefício.
Durante a mesma agenda, Dario Durigan também abordou a regulamentação da reforma tributária. O ministro afirmou que o governo pretende iniciar, na próxima semana, negociações com os setores que poderão ser impactados pelo imposto seletivo. A expectativa é encaminhar o projeto dentro do prazo necessário para que as novas regras possam entrar em vigor em janeiro de 2027.











