
Nesta terça-feira (11), o Governo Federal apresentou o guia “Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais”, uma ferramenta crucial para promover um ambiente digital mais seguro para os jovens brasileiros. O documento, elaborado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom PR), contou com a colaboração de seis ministérios, incluindo Educação, Saúde e Justiça.
O guia orienta sobre o uso equilibrado das telas e busca mitigar os riscos associados ao uso excessivo de dispositivos digitais. Além disso, destina-se a pais, responsáveis e educadores, abordando temas relevantes como o impacto das telas na saúde mental, segurança online, cyberbullying e a importância da interação no mundo real.
De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, 93% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos no Brasil são usuários da internet, totalizando cerca de 25 milhões de jovens. A pesquisa revela que aproximadamente 23% desse público teve acesso à internet pela primeira vez antes dos 6 anos, um aumento significativo em relação a 2015, quando a proporção era de 11%.
O guia também estabelece recomendações importantes, como a proibição do uso de telas por crianças menores de 2 anos, exceto para videochamadas com familiares. Além disso, sugere que crianças com menos de 12 anos não possuam smartphones próprios e que o uso de redes sociais respeite a classificação indicativa.
Ely Santos, mãe de Asenathe, uma menina que começou a usar telas antes de completar um ano, compartilha sua experiência: “Não que eu goste. Até hoje minha opinião é que não é uma boa influência para as crianças. Porém, foi um meio que aceitamos para que pudéssemos realizar algo mais sossegado.” Ely expressa sua preocupação com os impactos do tempo em frente à TV na rotina da filha, que muitas vezes assiste a vídeos durante as refeições, uma prática que a mãe admite ter perdido o controle.
O guia também se alinha à Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas, visando proteger a saúde mental dos estudantes. A nova legislação permite exceções apenas para fins pedagógicos e para alunos que necessitam de acessibilidade, promovendo um uso equilibrado dos dispositivos móveis.
Além disso, a lei ressalta a importância de as escolas desenvolverem estratégias para abordar questões de saúde mental, conscientizando alunos sobre os riscos do uso excessivo de eletrônicos e a oferta de suporte psicológico.
*Com informações de Agência Gov













