
As obras do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, em Emaús, no município de Parnamirim, já estão em andamento e devem transformar a estrutura da saúde pública no estado. A construção teve início há cerca de um mês e integra o Novo PAC, programa do Governo Federal, sendo considerada uma das principais prioridades da atual gestão estadual.
Durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (9), os secretários estaduais da Infraestrutura, Gustavo Coelho, e da Saúde, Alexandre Motta, acompanharam o andamento dos serviços no canteiro de obras. O investimento ultrapassa R$ 200 milhões, e a unidade deverá ser a maior e mais moderna do RN.
O projeto prevê um hospital com estrutura verticalizada, áreas administrativas independentes e capacidade para 350 leitos, atendendo diversas especialidades com foco em procedimentos de alta complexidade. A expectativa é que o equipamento reestruture a rede pública de saúde no estado.
Para o secretário de Saúde, Alexandre Motta, a nova unidade terá papel estratégico na reorganização do sistema.
“Quando tivermos o Hospital Metropolitano funcionando plenamente, vamos desafogar todos os nossos grandes hospitais. O Walfredo Gurgel, que hoje é nosso principal hospital de trauma, passará a ser um hospital de apoio, enquanto a alta complexidade será concentrada aqui”, explicou o secretário.
Segundo ele, o atendimento não ficará restrito à Região Metropolitana. “A unidade garantirá assistência não apenas para a Grande Natal, mas para todo o estado”, reforçou.
Na parte estrutural, o secretário de Infraestrutura, Gustavo Coelho, detalhou que a obra está na fase inicial, com serviços de terraplenagem e organização do canteiro. A próxima etapa será o início das fundações. “O projeto foi elaborado com rigor técnico para oferecer o que há de mais avançado em engenharia e tecnologia hospitalar”, afirmou.
A previsão é que o complexo seja concluído em até dois anos.
Impacto econômico
Além de ampliar a capacidade de atendimento na saúde pública, a construção também deve impulsionar a economia local. De acordo com Gustavo Coelho, a obra já movimenta diversos setores produtivos.
“Neste momento, toda a cadeia produtiva se movimenta. No pico da construção, esperamos ter mais de 200 trabalhadores diretos empregados aqui no canteiro”, explicou o gestor, destacando ainda o efeito indireto na geração de empregos.
Investimentos em saúde
O Hospital Metropolitano faz parte de um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura de saúde no Rio Grande do Norte. Entre as iniciativas em andamento ou já concluídas estão reformas em unidades hospitalares em diferentes regiões, como os hospitais Tarcísio Maia, em Mossoró; Alfredo Mesquita, em Macaíba; Telecila Fontes, em Caicó; além da Policlínica de Canguaretama.
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